A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 10/12/2020
Em busca da integração e da atração de indústrias, Juscelino Kubitschek implementou, no Brasil, o rodoviarismo. Tal modelo típico dos Estados Unidos também representava a modernidad, que era almejada pelo presidente Bossa Nova. O modal rodoviário é, hoje, o principal meio de transporte de mercadorias e pessoas. A formação urbana brasileira, contudo, gera problemas de mobilidade, e a realção dos indivíduos com esse transporte aumenta os problemas.
Primeiramente, precisa-se analisar a construção das cidades tupiniquins. A indústrialização de países subdesenvolvidos e emergentes é tardia, concentrada e sem planejamento. Ou seja, as indústrias estão aglomeradas em poucas cidades, e não há um projeto para vias de escoamento da produção, nem para acomodação da mão de obra. Dessa forma, o proletariado - classe mais volumosa - é excluído para as periferias e necessita deslocar grandes distâncias todos os dias. Os congestionamentos, então, são uma cosntante nas cidades do Brasil.
Além disso, o elevado número de carros e o comportamento da população no trânsito corroboram para o crescimento da crise de mobilidade urbana. O carro, embora tenha a questão de ‘‘status’’, é escolhido pelos benefícios em vista do transporte público. Este é caro, pouco eficiente e não comporta o volume de pessoas. Ademais, a sociedade brasileira fundamentada no jeitinho brasileiro - que se baseia no desafio às normas para benefício própio - desconsidera sinais e regras para burlar o trânsito caótico. Nesse sentido, tem-se uma grande número de veículos, que desrespeitam as normas. Assim, o ir e vir é corrompido.
Fica evidente, portanto, que a urbanização brasileira criou desafios de mobilidade e a conjuntura atual aumenta a crise. Para mudar essa situação, o Ministério da Infraestrutura deve incentivar o uso de transportes públicos. Dessa maneira, pode, em conjunto com o setor privado, investir em uma frota de ônibus e reduzir o preço das passagens, a fim de aumentar o número de usuários e, assim, aumentar a arrecadação, que pode ser revertida em benefícios ao setor privado e em melhorias no transporte público. Além disso, os orgãos do Sistema Nacional de Trânsito deve garantir punições efetivas a partir da edução das regras e de multas, com o objetivo de reduzir os desvios típicos.