A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 06/10/2020

Na segunda metade do século XX ocorreu um exponencial êxodo rural no Brasil, o que deixou os grandes centros urbanos com uma crescente crise na mobilidade urbana .Isso ocorre ora pelo fato de o Governo não ter disponibilizado uma infraestrutura adequada à demanda exigida, ora pela falta de cooperação da sociedade com o coletivo.

Em primeira análise, é importante frisar que o Estado se mostra omisso em relação ao problema da mobilidade urbana brasileira. A esse respeito, de acordo com Jonh Locke, os indivíduos confiam suas necessidades no Estado, que, em contrapartida, deve - ou deveria - garantir a ordem e o bem-estar social, tal como assegurar uma fluidez na mobilidade dos centros urbanos. Todavia, no Brasil, desde o “Governo JK”, tem priorizado investimentos em malha rodoviária, o que vai de encontro à resolução dessa problemática, uma vez que, transportes coletivos, como metrôs e trens, que são uma alternativa para “desafogar” a mobilidade do país ficam estagnados. Faz-se imprescindível, então, a dissolução dessa conjuntura.        Ademais, é válido ressaltar que , conforme Immanuel Kant, o princípio da ética é agir de forma que essa ação possa ser uma prática universal. Nesse sentido, evidencia-se que o brasileiro está em desacordo com a ética Kantiana, já que, segundo dados do Ibope, o porcentual de pessoas favoráveis às ciclovias teve uma queda de 29% de um ano para outro, dado que se todo cidadão tiver essa postura o tráfego urbano tende a piorar mais ainda, ficando suscetível a circulação de mais automóveis. Vê-se, assim,que a falta de bom senso da sociedade agrava o problema..              Portanto,torna-se necessário que as escolas, por intermédio de palestras mostrem como veículos particulares podem ser prejudiciais a ordem social. Além disso, cabe ao Governo Federal investir em meios de transportes alternativos, como metrôs, trens e ciclovias. Isso pode ocorrer por meio de uma maior destinação de verbas a esse propósito, por exemplo, privilegiar esses setores com maior parcela das tarifas arrecadadas no trânsito, a fim de reduzir a circulação de automóveis e ter uma maior fluidez nas cidades.