A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 08/10/2020
Durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek foi desenvolvido o “Plano de Metas”, esse plano teve como uma das principais características o incentivo ao setor automobilístico no Brasil. Tal fato teve como consequência o aumento descontrolado na frota de carros circulando no país, prejudicando a mobilidade urbana e aumentando consideravelmente os congestionamentos. Nesse viés, no contexto do século XXI, são necessárias medidas para construir-se uma mobilidade urbana sustentável, ou seja, aumentar a frota de transportes públicos para uma melhor adesão da massa populacional e investir em meios de transportes alternativos como as bicicletas, visando assim diminuir os efeitos desse crescimento do setor automobilístico.
Nesse contexto, o incentivo aos meios de transporte coletivos é uma alternativa para a diminuição dos efeitos da mobilidade urbana no meio ambiente. Nesse viés, segundo dados do Ipea, os sistemas de ônibus urbanos e metropolitanos são a modalidade de transporte público predominante no Brasil, operando em cerca de 85% dos municípios. Ainda assim, a capacidade de atendimento se mostra insuficiente para a população das cidades, por isso, muitos indivíduos deixam de usar o transporte público para usar o individual e com isso aumenta-se a quantidade de carros no trânsito contribuindo para emissão de gases prejudicais ao meio ambiente. Portanto, o Governo Federal deve investir nesse meio de transporte coletivo para uma melhor utilização do meio.
Ademais, as bicicletas são uma opção válida para deslocamentos curtos dentro das cidades, afinal elas ocupam um espaço muito menor que carros, demandam menos manutenção das vias e possuem um impacto ambiental praticamente nulo, por se deslocarem em menores velocidades oferecem menos riscos aos pedestres. Apesar de todos esse benefícios esse é um meio de locomoção ainda pouco priorizado no trânsito brasileiro: a extensão de ciclofaixas e ciclovias nos grandes centros ainda é muito menor que a extensão de vias dedicadas para veículos motorizados. Isso obriga muitos ciclistas a fazerem percursos por vias compartilhadas com carros, causando frequentes conflitos, quando não acidentes e mortes.
À luz dessas considerações, ações são prementes para melhorar a mobilidade urbana do Brasil. É dever do Governo Federal investir em uma maior demanda de ônibus nas cidades, por meio de verbas destinada aos estados para uma maior abrangência desse meio de transporte, com o fito de aumentar a população que faz uso desse meio e diminuir a quantidade de carros no trânsito. Além disso, o Governo deve investir em criar ciclovias para o uso seguro das bicicletas nas cidades, com o objetivo de diminuir os problemas no trânsito e aumentar o uso dessa alternativa.