A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 26/10/2020
A Agência 2030, estabelecida pela Organização Mundial das Nações Unidas, possui dentre os seus objetivos, tornar os espaços urbanos seguros, inclusivos e sustentáveis. Entretanto, no Brasil, verifica-se o colapso do sistema viário que dificulta a efetivação desse plano de ação. Nesse sentido, o aumento do número de veículos individuais e a ineficiência da gestão governamental enfraquecem a qualidade da modalidade urbana.
Convém salientar, primeiramente, o aumento exorbitante da frota de veículos em circulação. De acordo com o DENATRAN, o país tem 1 automóvel para cada 4 habitantes. Nesse sentido, ressaltam-se os incentivos do Governo Federal para o mercado automobilístico, como a redução do IPI, a melhoria de renda da população e a precariedade do sistema de transporte público como impulsionadores do aumento do número de carros no trânsito brasileiro. Dessa forma, tornaram-se ainda mais constantes os engarrafamentos, o estresse, a lentidão e poluição.
Outrossim, destaca-se a ineficiência da gestão governamental para o destino de verbas públicas. Primeiramente, a herança histórica da política rodoviária do país gerou um acúmulo nos investimentos para esse tipo de transporte em detrimento de outras formas de locomoção e modais, como o ferroviário. Atrelado à isso, aumentou-se também a presença de veículos pesados, como caminhões, o que dificulta a fluidez do trânsito. Por conseguinte, o transporte público apresenta-se em déficit, com passagens caras, superlotação, alto tempo de espera, além da insegurança.
Diante dos fatos supracitados, é necessário revitalizar a infraestrutura urbana no Brasil, afim de melhorar a mobilidade geral. Para combater o inchaço de veículos nas cidades, a adoção do pedágio urbanos, pelos governos municipais, torna-se uma solução. Com isso, os carros e motos pagariam taxas para deslocar-se em determinados pontos da cidade, o que incentivaria o uso do transporte coletivo. Além disso, o dinheiro arrecadado seria fonte dos investimentos na melhoria de vias de circulação, expansão para difusão do fluxo de veículos e desenvolvimento dos meios de locomoção pública, promovendo um progresso na mobilidade urbana.