A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 10/10/2020

Em decorrência do rápido processo de urbanização brasileiro, houve um precário planejamento na criação de estradas e ruas que satisfizessem as necessidades do povo. Isso posto, tal fato corroborou o problema da mobilidade nas grandes cidades, pois o trânsito mostra-se cada vez maior em comparação ao que os locais realmente comportam, o que acarreta sérios prejuízos à dinâmica social. Dessa forma, é preciso contornar esses desafios a partir de suas causas, tais quais são o grande número de veículos individuais em circulação e a falta do uso de transportes alternativos pela população.

Sob esse viés, a cidade de São Paulo evoluiu no tocante ao método de auxiliar o fluxo urbano tendo em vista que foi criada uma lei de rodízio de carros, a qual limita o número de automóveis com o critério da placa. Nessa conjuntura, é visto a urgência da mudança situacional da nação, pois, ao possuir grandes metrópoles e centros habitacionais muito populosos, a dificuldade no tráfego acomete o encaminhamento de serviços e de trabalhadores, o que compromete a economia local devido o elevado tempo perdido no trânsito. Portanto, é preciso que outros municípios detenham leis que visem mitigar a crise do deslocamento dos cidadãos, com o intuito de fomentar a economia nacional a partir de uma boa logística de transportes.

Outrossim, no século XX, governos brasileiros, como Jucelino Kubtchek, motivaram a utilização de veículos particulares ao investirem na introdução de multinacionais de automóveis em detrimento aos outros meios de locomoção, o que influenciou na preferência de grande parte da sociedade pelos carros individuais. Contudo, a opção por transportes coletivos é uma forma eficiente de minimizar os empecilhos da mobilidade urbana que a maior parte das grandes cidades brasileiras sofrem, pois um menor número de carros circularia. Desse modo, é imprescindível que haja uma motivação ideológica do uso de ônibus e metrôs, a fim de transformar positivamente o comportamento dos indivíduos e beneficiar a dinâmica municipal.

Destarte, é impreterível que a problemática histórica de logística dos centros urbanos seja diminuída. Para isso, o Poder Legislativo deve incentivar o planejamento das cidades brasileiras, por meio da criação de novas leis, as quais visem à obrigatoriedade do rodízio de carros e à fiscalização dessa medida nas rodovias federais e estaduais, com a finalidade de auxiliar efetivamente no deslocamento humano no território. Ademais, é dever da mídia, como redes sociais e televisão, motivar a preferência por transportes coletivos, por meio de campanhas publicitárias e propagandas, as quais abordem a importância dessa escolha para o progresso  local. Somente assim, as consequências deletérias dessa crise de mobilidade serão solucionadas.