A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 13/10/2020
O direito de ir e vir, o qual está descrito na Constituição Federal de 1988, diz que todo cidadão brasileiro possui liberdade ao se locomover em espaços públicos. No entanto, a população do país encontra diversas irregularidades no que diz respeito à garantia do privilégio que possui, como observado em casos recorrentes de imperfeições na estrutura do transporte da nação ou excessividade de tráfego nas metrópoles, impedindo o trânsito livre e fluido de indivíduos, fatores que ocasionam uma emergente crise na mobilidade urbana no Brasil. Dessa maneira, o colapso do deslocamento de pessoas nas estradas, fato devido à condição caótica do sistema de circulação rodoviário e ao fluxo exacerbado de habitantes, é considerado prejudicial à sociedade.
Em primeiro plano, a desordem percebida no sistema de trânsito do país é um agravante da problemática. De acordo com a OMS, quase 50 mil mortes em rodovias ocorreram no Brasil em 2015, onde, segundo a pesquisa, 80% das pessoas acham que é muito fácil infringir as leis. Nesse contexto, quando existem descumprimentos nas normas de tráfego, o sistema de trânsito é inteiramente afetado, corroborando para uma organização automobilística defeituosa que afeta os cidadãos.
Ademais, é significante observar como o fluxo excessivo de indivíduos é prejudicial à estrutura rodoviária. Segundo apuração da Emdec, a Avenida Lix da Cunha, com um volume total de 84 mil veículos diários, é a via que apresenta maior movimento da cidade de Campinas, o que ocasiona paralisação da rodovia. Nesse sentido, graças à infraestrutura contemplada nas metrópoles, as quais, por não conseguirem suportar uma frota de veículos condizente com o número de habitantes dos centros urbanos, não se mostram eficazes na locomoção dos cidadãos. Por isso, a partir do momento em que é percebido um desequilíbrio entre a capacidade da estrada e o número de automóveis, a locomoção no trânsito acaba por se tornar um desafio para os indivíduos.
Por todos esses aspectos, a questão da mobilidade urbana brasileira, a qual se encontra em uma crescente crise, é tida como um desafio. Sendo assim, o Estado, juntamente aos responsáveis pela locomoção automobilística, como o DETRAN, deve, por meio da intensificação do código de trânsito e da melhoria da infraestrutura rodoviária, como na ampliação de vias de locomoção, assegurar a fluidez do tráfego no Brasil para que, assim, o deslocamento de pessoas nas metrópoles venha a ser um dos pilares da sociedade e, dessa forma, o setor da nação que, atualmente, se encontra em colapso se torne um símbolo de desenvolvimento. Em suma, no país, para que a ordem e o progresso sejam alcançados, o sistema rodoviário deve auxiliar na garantia da livre movimentação de cidadãos pelo território nacional, não havendo irregularidades em sua estrutura, como dito na Constituição Federal.