A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 16/10/2020
Conhecida como “Cidadã”, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a mobilidade urbana brasileira configura-se como uma falha no princípio da isonomia. Sendo assim, percebe-se que o tema possui raízes amargas no País, devido não só à péssima estrutura das cidades, mas também a jornada de trabalho inflexível.
Deve se destacar, de início,péssima estrutura da cidade como um dos complicadores do problema. É evidente, à falta de investimentos na locomobilidade urbana, pois segundo uma pesquisa feita pelo G1 e pela GloboNews junto às prefeituras das 26 cidades e ao governo do Distrito Federal a malha cicloviária representa 3,1% da malha viária total dos municípios (107.144 km), além disso, a Confederação Nacional do Transporte mostra que o Brasil possui 309 quilômetros de malha de metrô. Obviamente, pode-se concluir, que com as condições precárias dos transportes ou até mesmo a falta deles, o indivíduo é incentivado à comprar um carro, agravando, ainda mais a locomoção nas cidades.
Nesse contexto, vale ressaltar que a situação também é afetada pela jornada de trabalho inflexível, no território brasileiro, de acordo com Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a jornada de trabalho normal é de 8 horas diárias e 44 horas semanais. Dessa maneira, a maioria das pessoas, vão ao trabalho em um mesmo horário, resultando no “horário de pico” que é a parte do dia, em que há tráfego cheio e congestionamentos nas ruas e estradas, o transporte público também geralmente lota nestes momentos. Por consequência, segundo a OMS, mostram que a poluição ambiental externa tem o automóvel como um dos principais ofensores. Portanto, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil e do Estado, para que a crise na mobilidade urbana deixe de existir.
Em síntese, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo o Governo Federal, Municipal e Estadual juntamente com empresas privadas, por meio de grandes investimentos e reformas de infraestrutura, devem aumentar as malhas metroviárias e cicloviárias nas cidades já existentes e devem criar nas localidades que não possuem, também devem aumentar as linhas de ônibus disponíveis. Nesse sentido, o feito de tal ação vai melhorar a mobilidade urbana e a saúde da população pois assim a poluição e o estresse irá diminuir. Somente assim, essa problematica será gradativamente erradicada, pois, conforme Gabriel O pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.