A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 13/10/2020
É notório que, com a revolução industrial, houve um crescimento no processo de urbanização, ampliando as cidades e o número de pessoas que nelas vivem. Também, é perceptível que a mobilidade urbana, condição que permite o deslocamento de pessoas em uma cidade, apresenta inúmeros benefícios à sociedade. No entanto, o aumento excessivo de carros em um município é prejudicial, tanto à população, quanto para a natureza à sua volta. Nesse contexto, fica necessário uma análise mais ampla acerca das causas, principalmente governamentais, dessa problemática e dos impactos causados por ela.
Em primeiro plano, é primordial ressaltar que existem diversas causas para essa crise do transporte público, uma delas é o status proporcionado pela posse de carros, uma vez que, possuir um veículo mais caro se torna símbolo de riqueza e luxo, fator esse o qual surge com o governo de Juscelino Kubitschek, visto que, nessa época, surge uma cultura em que a posse de um automóvel é sinônimo de status social. Ademais, é cabível citar que a ausência de ciclovias é de vital importância no entendimento do porquê da diminuição de meios alternativos de transportes, pois, com falhas na segurança das ruas, ônibus sem estrutura e falta de meios alternativos de locomoção, acaba intensificando o número de carros.
Em segundo plano, é preciso enfatizar que o aumento desenfreado dos automóveis nas cidades é prejudicial para o meio ambiente, causando poluição sonora e aérea, por causa da liberação de gás carbônico, a qual poderia ser diminuída com o uso de meios de transportes alternativos, como a bicicleta, por exemplo. Sem dúvidas, fica impossível falar das consequências econômicas de tal problemática sem falar das sociais, já que estão intrinsecamente ligadas. Nesse contexto, o engarrafamento do trânsito pode ser responsável por aumentar o estresse e o cansaço das pessoas, podendo gerar até problemas respiratórios. Por fim, na questão econômica, ocorrem prejuízos por atrasos e menor produtividade devido à exaustão.
Em resumo, percebe-se que a mobilidade urbana é importante para a vida das pessoas, contudo, ela ainda precisa de vários reparos em sua estrutura para total aproveitamento da população, sem agredir o meio ambiente. Portanto, urge que os poderes públicos sejam responsáveis por esses reparos, por meio de investimentos nos transportes públicos e em meios de incentivos para o uso de transportes alternativos, a fim de diminuir o número de carros de uma rodovia. Dessa forma, o congestionamento e a poluição provocados por tal ato seriam impedidos.