A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 09/11/2020

Com o surgimento do carro, popularizado por Henry Ford nos Estados Unidos, passaram a existir novos desafios, também presentes na crise da mobilidade urbana brasileira, como os congestionamentos e a emissão de grandes quantidades de poluentes. Nesse cenário, percebe-se que na atual sociedade brasileira, tal problemática persiste intrinsecamente ligado à realidade do pais, seja pela insuficiência de leis, seja pela negligencia midiática.

Em primeira análise, é indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre mas principais causas desse problema. Conforme Aristoteles no livro “Ética e Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturbado em solo nacional à medida que as leis referentes à infraestrutura de transportes públicos é escassa, tornando-os menos atrativos à população e consequentemente fazendo-os optarem por veículos particulares, permitindo a ocorrência de mais trânsitos e a liberação de gases efeito estufa capazes de causar elevação de temperatura e chuva ácida.

Além disso, evidencia-se que a escassa exposição dessa problemática contribui para o aumento de sua ocorrência. Nessa perspectiva, muitas vezes, a mídia negligencia o debate acerca das consequências da mobilidade urbana, o que faz com que as mesmas não recebam a devida atenção e preocupação. Dessa forma, é indubitável que a pouco abordagem midiática influencia na falta de soluções capazes de amenizá-la. Infere-se, portanto, que o excesso de veículos é um mal para a sociedade brasileira

Sendo assim, diante do exposto, cabe ao Ministério da Economia investir em transportes públicos, através de verbas públicas, com o intuito de torná-los mais atraentes e atrair mais pessoas a voltarem a usufruí-los. Alem disso, é necessário que a mídia crie uma programação, por meio do apoio governamental, que vise informar os cidadãos sobre os malefícios do excesso de veículos para o país e para eles mesmos, permitindo torna-los conscientes de suas ações. Somente assim, as consequências trazidas a partir da invenção de Henry Ford serão amenizadas.