A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 15/10/2020
Assim como o trecho da música “Construção” do cantor brasileiro Chico Buarque , “morreu na contramão atrapalhando o tráfego”, percebe-se uma semelhança ao cotidiano das cidades brasileiras em relação à crise da mobilidade urbana. Nesse sentido, dois fatores resultantes da problemática estão: estrutura com baixa qualidade nos transportes públicos e, como consequência, a preferência dos cidadãos pelo carro particular aumentando ainda mais o engarrafamento nas ruas.
Em primeira análise, pode-se citar a má qualidade nos transportes públicos, resultando em atrasos a compromissos, a quantidade de horas que as pessoas ficam paradas no trânsito e o crescente desejo por novas faixas exclusivas. Como exemplo, o IBOPE fez uma pesquisa em 2015 a qual mais de 80% dos entrevistados deixariam de utilizar carros e optariam pelos ônibus caso atendessem suas expectativas. Em resumo, sendo construídas faixas em maior quantidade e transportes com um limite suficiente de indivíduos a lotação das avenidas diminuiria expressivamente.
Por outro lado, se o caos continuar, cada vez mais a compra desenfreada de automóveis particulares continuará crescendo e poderá chegar a situação da cidade de Campinas que tem chances de entrar em um colapso em oito anos de acordo com dados de 2015 apurados pelo jornal “O Correio”. De acordo com os fatos mencionados, faz-se necessária uma mudança no projeto dos transportes para não acontecerem problemas maiores prejudicando trabalhadores que precisam se locomover com horários definidos.
Portanto, é dever do governo federal e da prefeitura ampliar linhas de ônibus e metrô, as quais são mais utilizadas nas grandes cidades, garantindo espaço, segurança e conforto por meio da construção de novos veículos vistoriados e bem planejados, com a finalidade de diminuir o engarrafamento e as tragicidades recorrentes como a citada na música de Chico Buarque. Além disso, flexibilizar horários de trabalho seria uma boa alternativa enquanto a problemática ainda existir.