A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 16/10/2020
Em Amsterdan, a partir de 2033 será proibido o trânsito de veículos movidos a gasolina e diesel .O plano vem do projeto Clean Air Action plan, que pretende emitir menos poluentes. Diferente disso, o Brasil não possui um programa semelhante que melhore a qualidade do ar. Nesse sentido é necessário reformular o sistema de mobilidade no Brasil pois tal problemática tem um viés social além do aspecto ambiental.
Primeiramente, o movimento pendular que consiste no deslocamento diário de pessoas, entre cidades ,faz com que os usuários percam qualidade de vida ao ficarem horas no trânsito como é mostrado no documentário " 130km- Vida ao Extremo". Por outras palavras, muitas pessoas fazem longas jornadas porque moram no entorno dos grandes centros, como São Paulo, onde não há infraestrutura que permita o estudo, trabalho, lazer etc nas regiões onde moram. Desse modo, faz-se necessário que os passageiros tenham opções perto de seus lares.
Ademais, os modais brasileiros tem contribuído com emissões de gás carbono que aceleram o efeito estufa que em cadeia afeta toda vida terrestre. Em Nova York, os artistas Gan Golan e Andrew Boyd criaram um relógio ,exposto em um prédio, que faz contagem regressiva para os efeitos do aquecimento global se tornarem irreversíveis baseado em dados do Instituto de Pesquisa Mercator, segundo o marcador faltam aproximadamente sete anos para o colapso. Dessa maneira, fica evidente que problemática afeta a todos e exige mudanças.
Portanto, atitudes para a reversão do problema supracitado são necessárias. Para isso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ,BNDES, deve investir na construção de escolas e obras públicas nas regiões onde há o maior deslocamento para o centro afim de gerar emprego. Além disso, mais impostos sobre automóveis poluentes devem ser aplicados e em contrapartida, redução tributária para carros elétricos e outros modais limpos. Assim viveremos mais tempo em um mundo mais limpo.