A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 17/10/2020
Durante o governo de Juscelino Kubitschek, ex-presidente do Brasil eleito em 1956, houve a fomentação da indústria automobilística no país, consequentemente, enfraquecendo os demais modais de transporte. Analogamente, percebe-se que a atual sociedade brasileira não se difere da governada por Kubitschek, haja vista, a crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Nesse sentido, cabe-se avaliar a omissão do Estado em relação ao incentivo ao uso de outros meios de transporte.
Primeiramente, vale ressaltar que o Estado brasileiro se mostra omisso ao não oferecer nenhum incentivo para que a população escolha transportes diferentes de carros. Com isso, ferindo o Contrato Social, proposto por Thomas Hobbes, o qual afirma ser dever do Estado manter a ordem social e os direitos dos cidadãos. Dessa maneira, vê-se a necessidade de um maior incentivo por parte dos governantes para que a população possa combater a crise dos modais de transporte.
Outrossim, alguns países, diferentemente do Brasil, buscam incentivar seus cidadãos a utilizar modais de transporte que tornem a vida urbana menos “engarrafada”. A fim de se exemplificar, pode-se citar a Dinamarca, país europeu, que de acordo com a ONU, é o país com a melhor mobilidade urbana do mundo, alcançando essa colocação por meio do incentivo fiscal ao uso de bicicletas. Assim, nota-se que a falta de ações governamentais como esta no Brasil faz com que a crise da mobilidade urbana se perpetue.
Portanto, infere-se a necessidade de se resolver a problemática para que a crescente crise da mobilidade urbana seja amenizada. Para tanto, o Governo Federal - chefiado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro- deve, por meio do incentivo fiscal, fazer a população aderir ao uso de bicicletas, como já ocorre na Dinamarca. Logo, tendo como finalidade que a dinâmica dos centros urbanos não seja caótica, dessa maneira, cumprindo o Contrato Social de Hobbes.