A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 20/10/2020
Durante o Império Romano, vários investimentos foram feitos no setor de desenvolvimento das cidades, dentre eles um que ganha bastante destaque foram as rodovias,pois, serviam como a principal rota de tráfego e comércio da época. Nesse âmbito, pode ser observado uma melhora nas relações humanas desse período, entretanto, na contemporaneidade, evidenciam-se as dificuldades de locomoção, movida pela crescente crise na mobilidade urbana, é uma temática que afeta na vida de milhares de pessoas. Portanto, urge que medidas sejam tomadas para mitigar essa problemática, que é motivada pelo Capitalismo e pela falha governamental.
Primeiramente, é importante compreender que o principal motivo da atual crise na mobilidade se deve ao descompromisso governamental. Diante da Constituição Federal, é configurado como lei o dever do Estado em planejar e executar a fluidez urbana ,todavia, essa realidade é vista apenas no papel ,pois, é evidente em várias cidades brasileiras problemas como, engarrafamentos , sistema de transporte coletivo precário, falta de ciclovias , dentre outros que afetam consideravelmente na rotina dos cidadãos. Segundo reportagens da emissora Rede Globo, em cidades como São Paulo, um trajeto simples de casa para o trabalho pode demorar cerca de trinta minutos, espera essa que indubitavelmente proporciona um elevado nível de stress para os condutores.
Em uma segunda análise, é importante destacar o papel negativo do modelo de produção vigente na vida das pessoas. Como característica do Capitalismo, tem-se a constante busca por bens materiais e acumulo de capital, aspectos esses que induzem os cidadãos a buscarem sempre um veículo próprio ao invés de um coletivo, ademais, eles também colaboram em casos como quando uma família possui um carro por pessoa. Más também, diante da noticia do portal G1, que evidencia que para cada 4 pessoas no Brasil existe um automóvel, dado esse que comprova o uso excessivo dessas máquinas na contemporaneidade.
Dessarte, com base nos fatos supracitados, fica evidente que a crise na mobilidade urbana é motivada pelo Capitalismo e pela inadimplência do governo,logo, carece de resolução. Portanto, cabe ao Governo Federal , cumprir com a legislação, por meio de um maior investimento no setor urbano, que vise aumentar a frota de transportes coletivos , a construção de ciclovias e calçadas , a fim de reduzir a frota de veículos nas ruas e aumentar a fluidez das vias. Bem como, cabe também ao Estado, incentivar as pessoas a utilizarem os meios de locomoção pública, como os ônibus e as ciclovias, através de uma redução no valor da passagem e na garantia de segurança, dos cidadãos, nas calçadas e ciclovias, com a finalidade também de reduzir a quantidade de carros nas ruas.