A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 03/11/2020
Com o advento da segunda etapa da Revolução Industrial, durante os séculos XIX-XX, o mundo cresceu grandemente em várias áreas; entre tais, é possível destacar o avanço das formas de deslocamento. A princípio, esses acontecimentos trouxeram apenas levantamentos positivos. Contudo, na contemporaneidade, não só no Brasil, como em outros países com grandes zonas urbanas, a mobilidade urbana tornou-se um problema no século XXI. Esse acontecimento foi acarretado pela Revolução Verde e também pelo êxodo rural.
De início, é majoritariamente inegável que a ocorrência da Revolução Verde, nas décadas de 1960/70, foi muito importante para a evolução de desenvolvimento do Brasil, haja vista que contribui para o mercado nacional e Internacional, porém, favoreceu somente para os latifúndios. Dessa forma, um grande número de brasileiros que viviam, a princípio no campo, foram para as cidades, onde pudessem proporcionar a si melhores condições de vida. Tal fato intensificou a urbanização não planeja, o que causou um acréscimo gigantesco no número de automóveis em circulação.
O êxodo rural consolidou o avanço dos altos índices de transportes em circulação, uma vez que as cidades já tinham como consequência o inchaço urbano. Isso colaborou para um estresse coletivo, irritabilidade e ansiedade, além de problemas econômicos, ambientais e desingualdades sociais. Tudo isso pode ser definido como o conceito de “Gentrificação Perversa” do geógrafo brasileiro Milton Santos, na qual isso seriam as consequências da globalização. Dessa maneira, é preciso que medidas sejam tomadas para minimizar os desafios que envolve o meio.
Portanto, o governo federal deve pesquisar casos de países que mudaram historicamente o seu processo de mobilidade de forma positiva, por meio de parcerias público -privadas, junto com outros países que desejam o mesmo, para, com isso, exemplificá-los. Espera-se, com isso, diminuir os altos indicadores da mobilidade urbana.