A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 23/10/2020

É inegável que os meios de transporte de locomoção,seja de veículo ou transporte público, facilitam o dia a dia da sociedade brasileira,seja a passeio ou trabalho. Ao avaliar,entretanto, os efeitos do número abusivo de veículos circulando nas grandes cidades,pode-se afirmar que a péssima mobilidade urbana existe no Brasil.Nesse contexto, torna-se relevante pontuarmos duas questões: o número elevado de veículos sem necessidade e a falta de infraestrutura adequada nas cidades.

Uma pesquisa realizada pelo IPEA( Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que o número de habitantes brasileiros com, ao menos, um carro ou moto na garagem subiu de 45,2% em 2008 para 47% em 2009. Nesse sentido,ao verificar o atual problema brasileiro, nota-se que essas pessoas acabam prejudicando a mobilidade, descartando assim o uso de transportes públicos ou bicicletas nas ruas e diminuindo o uso dos automóveis.

A população atual de São Paulo é de aproximadamente 12 milhões de habitantes, a maior do Brasil, e esse número só vem crescendo.Desse modo, a macrocefalia urbana e a periferização aumentam, visto que muitas das vezes a cidade não é projetada para possuir tantos moradores, o que é uma cidade saturada com o crescimento exagerado de residentes.

Convém, portanto, ao Governo em parceria com o Detran, elaborar leis em que os indivíduos possuam um carro por família para que não haja uma pior crise de mobilidade nas grandes metrópoles brasileiras.O governo também deve garantir uma melhor infraestrutura às cidades,construindo mais ciclovias para ciclistas e incentivando o uso do transporte público. Contudo, fiscalizações devem ser exigidas para que tenham a certeza do cumprimento destas normas, pois garantir a felicidade da população é garantir a ordem e progresso da nação.