A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 23/10/2020

A questão de mobilidade urbana foi colocada em pauta, enquanto política de Estado, em 1920 com a frase do então governador de São Paulo, Washington Luís, “Governar é povoar; mas, não se povoa sem se abrir estradas”. Contudo, foi durante a presidência de Juscelino Kubitschek, ao final da década de 50, que o rodoviaríssimo foi implementado de maneira contundente, tendo como principal objetivo o caráter político-econômico, pois ampliar a malha rodoviária poderia atrair empresas internacionais do ramo automobilístico. Na contemporaneidade, há um problema evidente na questão citada, visto que o objetivo da malha rodoviária mudou sem muita alteração nas rodovias e houve o aumento do uso de automóveis, sendo preciso analisar o ir e vir da sociedade brasileira.                                                       O escritor austríaco, Stefan Zweig, afirmou em um dos seus livros que o Brasil é o país do futuro, associando grandes inovações e melhorias para o século XXI. No entanto, a mobilidade urbana não é uma questão plausível para confirmar o proposto por Zweig, visto que há um déficit relacionado aos constantes engarrafamentos nas principais vias brasileiras. Esse fato ocorre devido ao não planejamento dessas rodovias, visto que foram programadas para um baixo número de automóveis, ação não efetiva atualmente. É perceptível, portanto, que há impasses no ir e vir do cidadão, em relação à mobilidade urbana, visto a falta de planejamento para melhorias nas rodovias para melhor atender a demanda atual.                                                                                                                          Contudo, é importante ressaltar, também, um dos motivos que favorece a conturbada situação do sistema rodoviário supracitado: a migração pendular. Apesar de estar diminuindo a concentração das grandes empresas nas capitais, ainda é notório o desloque da população da região metropolitana para trabalhar nas grandes cidades. Esse fato corrobora tanto para o aumento de carros e ônibus nas principais vias, quanto para a diminuição do bem estar social, colocando em pauta à falta de comodidade nos transportes públicos, à poluição sonora e respiratória entre outros déficits. Logo, percebe-se que a migração pendular apesar de muitas vezes ser precisa, favorece ao déficit da mobilidade urbana e prejudica a saúde da população.                                                                               Consoante ao mencionado, é preciso intervenção para melhorar a mobilidade urbana brasileira. Para que isso ocorra, cabe ao Estado, melhorar as rodovias brasileira, principalmente aquelas que estão interligando as capitais e as regiões metropolitanas, por meio da liberação de verbas, para diminuir os engarrafamentos e demais problemas citados. Além disso, é importante também que o Governo use parte da verba para a criação de passarelas para os ciclistas, incentivando, com o apoio da mídia.. Dessa forma, os desafios para a formação da população surda do Brasil irão diminuir gradativamente.