A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 23/10/2020
Em meados do século XX, Stefan Zweig se mudou para o território brasileiro e impressionado com o potencial do país escreveu o livro “Brasil, País do Futuro”. Todavia, devido ao estado de crise que a mobilidade urbana brasileira se encontra, evidencia-se que há falhas no país do futuro. Nesse contexto, a origem desse problema não se dá só pela precariedade do transporte público, mas também pela falta de medidas por parte do Estado.
A princípio, é essencial a percepção que o uso do transporte coletivo em solo nacional decresceu cerca de 62%, segundo o jornal O Globo. Assim, fica evidente que o uso de tal meio de locomoção é ignorado por grande parte da população, devido o fato da falta de conforto e segurança, problemas que seriam resolvidos facilmente com um investimento nesse setor.
Outrossim, é evidente que a falta de medidas governamentais se constitui como um promotor do problema. Por conseguinte, a população opta por transportes individuais, que geralmente são movidos a combustão, fato que gera ainda mais problemas para a sociedade, fato que se prova verídico ao se observar que aproximadamente 50% da população brasileira possui automóvel, segundo a revista Bonde.
Torna-se evidente, portanto, o infortúnio que a crise na mobilidade urbana causa na sociedade brasileira. Logo, é mister que o Governo Federal, enquanto garantidor dos direitos individuais, crie propagandas nas redes sociais, demonstrando a população os benefícios que utilizar os transportes coletivos fazem a sociedade, por meio de verba governamental, a fim de que haja no futuro uma população mais solidaria, e cidades mais funcionais. Ademais, outro método viável consiste no setor privado em fazer investimentos nos setores de deslocamento, para que assim o Brasil possa cada vez se aproximar mais da idealização de Stefan Zweig.