A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 31/10/2020

Na década de 50, durante o mandato do presidente Juscelino Kubitschek, o qual promovia a urbanização e industrialização do país com seu lema “50 anos em 5”, que a mobilidade urbana teve seu enfoque. Desde então, políticas para a construção e melhoria de vias públicas no território brasileiro foram implementadas. Porém, com o crescente incentivo apenas ás rodovias e a compra de automóveis, a urbanização tornou-se um processo desenfreado, levando a crise na mobilidade urbana que o país sofre atualmente.

Primordialmente, percebe-se que o crescente desenvolvimento industrial nas grandes cidades levou o deslocamento de indivíduos de áreas rurais e periféricas aos centros urbanos. Desse modo, gerando engarrafamentos e diversos acidentes nas grandes cidades brasileiras. Junto a isso a precariedade das rodovias e a falta de investimentos para transportes públicos e formas de transporte sustentáveis, levam cada vez mais ao colapso do sistema rodoviário do país, de forma que existam mais carros que pessoas.

Outrossim, a quantidade exacerbada de gás carbônico que os automóveis soltam na atmosfera, contribui para o aumento da chuva ácida e do aquecimento global. O caos das rodovias também acaba por provocar transtornos mentais nos indivíduos, devido ao ritmo acelerado e o estresse no trânsito. Logo, é perceptível que a ideia proposta por JK, não foi totalmente eficiente, já que durante o passar dos anos não bastou apenas  propor o progresso, seria necessário dispor de reformas no sistema rodoviário.

Em virtude do que foi mencionado, faz-se necessário que o Governo Federal propor reformas no sistema rodoviário brasileiro. De forma que promovam a utilização de transportes públicos e sustentáveis. Também faz-se necessário a divulgação dos danos que os automóveis causam ao meio ambiente, assim conscientizando a população a seguirem outras formas de locomoção.