A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 29/10/2020

Em 1956, ao desenvolver o plano de metas, Juscelino Kubitschek implantou amplo investimento em indústrias automobilísticas e na construção de rodoviárias. Visto isso, é possível observar um aumento exponencial no fluxo de veículos no Brasil contemporâneo, gerando a crise da mobilidade urbana. Com isso, pode-se citar a negligência governamental e a jornada de trabalho inflexível como problemas a esse paradigma.

De início, cabe ressaltar que a negligência Estatal pode ser apontada como um fator que atrapalha a mobilidade urbana. De acordo com Hobbes, “o Estado é responsável pelo bem-estar da população” entretanto,isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, devido à péssima estrutura instaurada pelo governo, baseado na ausência de meios de transportes como ônibus e metrô, além da falta de ciclofaixas em grande parte do território, muitas pessoas optam por obter seus próprios carros. Desse modo, com o aumento do número de automóveis, é imprescindível que o transito será mais intenso, e consequências como o estresse e a ansiedade serão comuns a sociedade.

Outrossim, vale salientar que a jornada de trabalho inflexível também pode ser ditada como um problema. Diante disso, segundo o sociólogo Betinho,“Um país não muda pela sua economia, política ou ciência, muda sim pela sua cultura”. Nessa perspectiva, é evidente que no Brasil há uma “cultura” na qual o trabalho deve acontecer em determinado período de tempo, inflexionando a carga horária. Logo, com grande partes das empresas adotando tal método, haverá um maior numero de carros na rua, pois os horários fixados fazem com que os trabalhadores estejam nas ruas no mesmo espaço de tempo. Dessa forma, tais medidas acarretam a superlotação das vias e é importante que medidas sejam tomadas para melhorar esse cenário.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas a fim de amenizar o quadro atual. Para isso, cabe ao governo federal, por meio de investimentos, orçamentar o aumento do fluxo de transportes públicos e planejar a organização dos mesmos. Tais medidas ocorrerão, para que a população brasileira se sinta servida de opções mais praticas e favoráveis a mobilidade urbana. Além disso, cabe às empresas, por intermédio de alterações administrativas, instaurar o uso do “homeoffice” em seus âmbitos profissionais que possa ser reciproco em relação funcionário-empresa, a fim de dinamizar e flexibilizar o trabalho, reduzindo a utilização de carros nas rodovias. Somente assim, será possível obter uma sociedade mais organizada e emocionalmente equilibrada.