A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 27/10/2020

De acordo com a Constituição Federal, de 1988, todo cidadão tem direito de ir e vir, garantido pelo estado. Todavia, a crescente crise da mobilidade urbana brasileira priva a população desse direito básico, visto que, dificulta e até impossibilita o deslocamento dos automóveis dentro dos centros das grandes cidades. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

A priori, a falta de investimento nas ruas para garantir uma boa mobilidade urbana já estava presente desde quando Juscelino Kubitscheck governou (1956-1961) o Brasil. Visto que, JK promoveu uma construção e melhoria nas rodovias no território nacional. Consequentemente, esse investimento resultou em um processo desordenado de urbanização, a qual é responsável pela atual crise na mobilidade urbana.

Ademais, vale ressaltar que a grande quantidade de automóveis nas ruas do país, pois além de dificultar o deslocamento prejudica o meio ambiente e a saúde da população, visto que causa emissão de gases poluentes. Segundo a matéria publicada pela Folha de São Paulo, o lançamento do gás carbônico na atmosfera é um dos principais fatores que aceleram o efeito estufa, como resultado causa o aumento da temperatura e afeta a condição de existência de todos os ecossistemas. Além disso, a mesma divulgação ressalta que essa radiação, também é responsável por doenças como câncer de pulmão.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver essa problemática. Dessa forma, cabe ao Governo Federal, unir-se com o Ministério da Infraestrutura, para assegurar o passe livre para trabalhadores em seus horários de deslocamento, a fim de diminuir o número de veículos nas cidades. Além disso, com o apoio dos Estados, deve-se investir em ciclovias em todos os municípios, para que haja uma colaboração com o tráfego e a diminuição de gases poluentes. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhoria no acesso aos direitos básicos da população.