A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 10/11/2020

Apesar de a Legislação Brasileira obrigar os municípios a terem um Plano de Mobilidade Urbana, que garanta a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria de acessibilidade e mobilidade de pessoas e cargas no território da cidade, muitos desses planos não atendem a real demanda da população, causando uma crescente crise da locomobilidade urbana no Brasil. Tal situação ocorre, principalmente, pela baixa qualidade dos transportes públicos e pela dificuldade no acesso a esses transportes, tornando-se, assim, necessário adotar medidas que amenizem essa crise no Brasil.

De fato, um dos principais fatores responsáveis pelo problema na mobilidade citadina é a baixa qualidade nos transportes públicos, uma vez que esses, na maioria das vezes, são sucateados e são insuficientes para a quantidade de pessoas das cidades. Isso acontece devido ao descaso dos governos municipais na compra e na preservação desses transportes. Nesse contexto, a falta de transportes públicos de qualidade além de causar uma superlotação nesses meios, aumenta o uso de automóveis individuais, que aumentam a poluição do ar e sonora.

Vale ressaltar, ainda, que muitas áreas periféricas dos centros metropolitanos no Brasil são desatendidas pelo transporte público, uma vez que as políticas públicas de integração dos meios, muitas vezes, são projetadas apenas para os locais com mais fluxo de pessoas. Com o aumento dessas áreas, devido à expansão das cidades, a população precisa se deslocar por distâncias maiores, o que demanda mais veículos privativos nas ruas. Isso traz, com mais frequência, engarrafamentos e trânsito lento em diversos momentos do dia.

À luz dessas considerações, é evidente a necessidade da adoção de estratégias que amenizem essa crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Por isso, os governos municipais devem aumentar e melhorar a frota de transportes públicos nas cidades, por meio de maiores investimentos na compra e restauração desses veículos, com o intuito de amenizar o uso de veículos individuais. Ademais, esse mesmo agente deve melhorar a acessibilidade aos transportes coletivos, por meio de Planos de Mobilidade Urbana mais efetivos, que alcance todo o território urbano brasileiro, com o fito de melhorar a locomobilidade no Brasil.