A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 08/11/2020
De acordo com o Artigo 3º da lei de mobilidade urbana, “O sistema nacional de mobilidade urbana é o conjunto de serviços e infraestruturas que garantem os deslocamentos de pessoas e cargas”. Entretanto, percebe-se uma crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Portanto, é necessária uma discussão acerca dos fatores agravantes dessa situação, como cidades extremamente voltadas para o uso de automóveis e jornadas de trabalho inflexíveis.
A priori, é preciso frisar como esse incentivo ao uso somente de carros é negativo. De acordo com o site G1, a produção de veículos no Brasil subiu 23% no primeiro semestre de 2017, o que ocorreu devido a uma crescente procura dos brasileiros em adquirir um veículo, de acordo também com o site G1. Logo, é substancial que se entenda a necessidade de variar os modais de transporte nas grandes cidades, como aponta um artigo publicado pela Universidade Federal do Goiás.
Outrossim, é impetuoso pontuar como os horários das jornadas de trabalho no Brasil são inflexíveis. Conforme o site G1, 43% dos motoristas enfrentam congestionamentos todos os dias em horários de pico no trânsito. Desse modo, entende-se que esses dados poderiam ser minimizados por expedientes mais flexíveis.
Depreende-se, portanto a necessidade de enfrentar essa crise na malha urbana do Brasil. Logo, cabe ao Estado incentivar outros modais, mediante a construção de ciclovias e calçadas, participando de projetos de empresas como Itaú (que incentiva o uso de bicicletas) e investindo em transporte público de qualidade, visto que, as cidades atuais são voltadas para os carros e afim de variar os meios de transporte usados pela população. Bem como, compete às empresas, e contratantes no geral, flexibilizarem os expedientes, por meio de colaborações com os funcionários, já que os atuais horários são bastante rígidos e com a finalidade de reduzir os congestionamentos.