A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 09/11/2020

Ao abordar a ida ao trabalho como atividade massiva, o filme “Click” demonstra a inviabilidade na utilização de métodos lógicos no ato de locomoção, levando o protagonista a adquirir um controle “mágico” que realiza saltos temporais. Fora da ficção, sabe-se que, no Brasil, a crise da mobilidade evidencia-se como desafio inerente à realidade urbana. Isso se deve não somente pela superlotação no setor automobilístico, mas também pela ausência de infraestrutura adequada.

Em primeira análise, segundo dados do Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), são produzidos anualmente, no Brasil, cerca de 3 milhões de automóveis, o equivalente a 22% do PIB industrial. Em contrapartida, de acordo com um levantamento feito pela Quanta Consultoria, perde-se mais de 4% do PIB total devido à ocorrência de congestionamentos. Nesse sentido, compreende-se que tal fato configure um cenário caótico para o trânsito brasileiro, tendo em vista que, ratifica a tendência negativa da superlotação no mercado automobilístico.

Ademais, é válido ressaltar a falta de investimento em infraestrutura adequada como agravante do problema. Segundo a CNT (Confederação Nacional do Transporte), o Estado deixou de utilizar, entre 2005 e 2018, mais de R$ 9 bilhões em verbas para melhorias no trânsito. Diante de tal afirmação, constata-se que tal panorama conteste a máxima citada pelo filósofo Thomas Hobbes, na qual o governo é caracterizado como assegurador da ordem e da segurança.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para a resolução dos problemas. Deve-se, então, por meio de uma campanha publicitária elaborada pela CNT e ministrada em redes sociais como: “Instagram” e “Facebook”, garantir o incentivo à diminuição na produção exacerbada de veículos e o uso adequado das verbas destinadas ao trânsito, a fim de sanar a crise na mobilidade urbana. Espera-se que, com tais medidas,entraves sejam superados e, um Brasil móbil seja alcançado.