A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 07/12/2020

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas são características da “Modernidade Líquida” vivida no século XX. Com isso, surge a problemática da crescente crise da mobilidade urbana brasileira, seja pela negligência governamental, seja pela ação negativa da sociedade.

Sob esse viés, é indubitável que a questão governamental esteja entre as causas. Nesse sentido, o teórico Karl Marx aborda a injusta ação do Estado que atende apenas a classe dominante. Dessa maneira, alienados pelo capitalismo e pelos valores líquidos da atualidade, alguns governantes negligenciam a necessidade de mudança em relação à crescente crise da mobilidade urbana, visto que os principais centros urbanos no país estão passando por grandes dificuldades na circulação de veículos, por conta de um alto número de carros e transportes coletivos precário. Nesse ínterim, observa-se a falha no aparelho estatal, uma vez que segundo o G1, 76% dos cidadãos preferem se deslocarem por um veículo de aplicativo do que em transporte público pela falta de segurança, com isso a mobilidade das grandes cidades só crescem e nada é feito para mudar essa realidade.

Outrossim, destaca-se a ação negativa da sociedade como um dos fatores desse impasse. Nesse contexto, a filósofa alemã Hannah Arendt, em " A banalidade do mal “, refletia sobre o resultado do processo de massificação da população, o qual formou indivíduos incapazes de realizar julgamentos morais, tornando-se alucinados e aceitando situações sem questionar. O pensamentos da filósofa está relacionado ao contexto da alienação da sociedade brasileira, no qual os sujeitos sociais se calam diante das questões que prejudicam as cidades e o fluxo das pessoas, desconsiderando a importância de determinados recursos, como o acesso ao transporte de qualidade, para o cumprimento de direitos sociais. Segundo o G1, foram entrevistado 100 indivíduos, no qual apenas 18 deles questionariam ao governo sobre medidas para melhorar a circulação de veículos e de pedestre.

Em suma, são necessárias medidas governamentais para resolver esse impasse. Posto isso, cabe ao governo federal criar um projeto que garanta verbas para implementar maior fluxo nos transportes rodoviários e ferroviários e investir em equipamentos de segurança para que as pessoas se sentiam seguras, a ser entregue à Câmara dos Deputados, por meio de uma lei que determine que o Estado priorize na mobilidade urbana brasileira. Com a finalidade de garantir uma melhoria no fluxo de transportes e a segurança dos transportes públicos. Dessa forma, será possível proporcionar a locomoção que, de fato, integra indivíduos e promova a plena circulação de pessoas. Assim, será um país que promoverá uma queda no índice de crise na mobilidade urbana.