A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 25/11/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1947, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o bem estar-social. Entretanto, o que se observa é que em pleno século XXI, décadas após a criação de veículos sustentáveis e ecológicos ainda é possível identificar cidadãos que utilizam veículos poluidores que prejudicam a mobilidade urbana. Nesse perspectiva, é necessário que subterfúgios seja encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

Precipuamente, é notório que a educação é o fator principal de um país. Todavia, ocupando a nona posição na economia, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e tal contraste é claramente refletido na escassez de campanhas educativas que tinham como finalidade a diminuição do uso de automóveis. Mas, isso decorre, principalmente, da postura capitalista de grande parte do empresariado do segmento de produção automobilística, que perderão parte do seu lucro, caso essas medidas paliativas fossem vigentes no Brasil. Congruentemente, o filósofo contemporâneo Michel Serres , afirma que o ser humano vive em uma sociedade altamente individualista que prioriza o ganho financeiro em detrimento do bem comum. Logo, é substancial que a sociedade chegue a um consenso.

Faz-se mister, ainda, salientar a negligência governamental como impulsionadora da problemática. De acordo com Zygmunt Bauaman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, econômicas e políticas são características da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante desse contexto, é fulcral analisar a relação entre Estado e sociedade civil. Hodiernamente, o Estado brasileiro não se compromete com o bem-estar da população e o melhoramento da mobilidade urbana .Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), mostra que nos governos que incentivaram  o uso de bicicletas  passaram de 34% para 52% do uso de veículos alternativos.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a consolidação de um mundo melhor. Portanto, algo precisa ser feito para solucionar a questão. Logo, o Estado, por meio da Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviço Nacional, deve instituir o fundo de mobilidade urbana com o intuito de criar condições materiais para a melhora da mobilidade no Brasil, bem como, a criação de ciclovias e ciclofaixas com o auxílio de profissionais especializados para tal feiro. Nesse sentido, o fito de tal ação é aumentar os índices de mobilidade urbana no Brasil. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel o pensador “Na mudança do presente a gente molda o futuro “.