A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 27/12/2020
A Segunda Revolução Industrial foi responsável por diversas inovações como a transformação de energia por intermédio da combustão. Sendo assim, tal invenção foi responsável pela criação dos primeiros carros movidos à petróleo. Nesse contexto, ao relacionar esse acontecimento com a hodierna sociedade, é percepitível as adversidades vinculadas a popularidade dos veículos, uma vez que agem diretamente nas crises relacionadas a mobilidade urbana. Portanto, há problemáticas a serem discutidas, sendo elas a superlotação em transportes coletivos e a extinção ferroviária brasileira.
Primeiramente, 83% dos entrevistados da cidade de São Paulo afirmam que utilizariam transportes públicos se as expectativas desse meio fossem favoráveis, segundo pesquisa feito pelo IBOPE. Dessa maneira, tais expectativas são quebradas, uma vez que seu uso expõe a condições desagrádaveis. Exemplifica-se esse fato com a superlotação nesse ambiente, tornando-o desconfortável e contribuindo de forma direta com a necessidade de adquirir um veículo próprio, tendo em vista o conforto ofertado por um automóvel. Por fim, esta desarmonia no transporte público é responsável por desencadear o aumento de veículos nos trânsitos urbanos, auxiliando nas gradativas dificuldades de mobilidade nas cidades brasileiras.
Ademais, durante o mandato de Jucelino Kubitschek o Brasil passou por grandes transformações, sob o lema “50 anos em 5”, responsável pela modernização acelerada no país, trazendo para o Brasil as indústrias automobilísticas, porém para acompanhar tal inovação teriam de extinguir as estradas de ferro e substitui-las por rodovias. Dessa forma, ao fazer uma analogia com a atual situação do Estado, é inegável que essa extinção contribuiu com as crescentes problemáticas referentes a mobilidade urbana, já que esta diretamente ligada com a extinção de um transporte coletivo, os trens. Em suma, se esse transporte obsoleto continuasse ativo seria de relevante expectativas na diminuição dos engarrafamentos urbanos, uma vez que seu percurso diverge do centro ativo das cidades
Portanto, é intrínseca a necessidade de solucionar os problemas relacionados a crise na mobilidade urbana no Brasil. Desse modo, cabe ao Governo Federal, responsável pela garantia do bem-estar da população, a realização de projetos que interviem na melhoria dos transportes públicos. Assim, irá ser feito por meio de um aplicativo, que irá disponibilizar em tempo real a quantidade de pessoas em ônibus e metrôs, que como efeito irá atualizar os cidadãos sobre os horários de picos e seus devidos limites, evitando a superlotação. Além disso, o Governo deve investir novamente no uso de trens, por intermédio da restauração das estradas de ferros, que consequentemente irá ser de útil investimento, uma vez que irá aumentar as variedades dos transportes públicos e diminuir as lotações urbanas.