A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 30/12/2020

Com a Revolução Industrial, houve um potencial aumento da população urbana em todo o mundo. Com isso, o espaço e a infraestrutura destinada à locomoção tornou-se insuficiente para toda a demanda populacional, o que gera um problema expressivo, devido a crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Destarte, deve-se debater acerca do deficit educacional e da inaplicabilidade da lei com relação ao eixo problemático.

Nesse contexto, observa-se que a falta de abordagem educacional à diretrizes que mencionem a importância de utilizar-se transportes coletivos ou veículos que ocupem pouco espaço nas vias contribuem para que haja falta de mobilidade urbana no país. Nessa lógica, de acordo com Sêneca, “a educação exige os maiores cuidados, pois influi sobre toda vida”. Sob esse prisma, menciona-se que a sobrecarga de conteúdos técnicos impedem a contemplação educacional de valores que são fundamentais para a vida humana, sobretudo, no que diz respeito aos mecanismos necessários para viver no meio urbano o que ocasiona a falta de mobilidade nas grandes cidades brasileiras. Desse modo, evidencia-se a contradição do cenário educacional brasileiro com relação aos ideais de Sêneca.

Outrossim, é visível que há um lapso na legislação brasileira, no que diz respeito ao não cumprimento da garantia constitucional que relaciona o dever estatal ao desenvolvimento e a infraestrutura do Brasil, o que contribui para que a crise na mobilidade urbana no país perdure até os dias atuais. Sob esse espectro, é evidente que a falha do Poder Legislativo em fiscalizar as ações do Poder Executivo corrobora para que este não realize as medidas previstas em lei que visam assegurar o desenvolvimento estrutural do país, tornando-se inviável, por consequência, a difusão de uma mobilidade urbana eficiente nas cidades brasileiras. Dessa maneira, é necessário reparar as lacunas legislativas para que a garantia prevista na Carta Magna brasileira se execute.

Portanto, é substancial a tomada de medidas para extinguir a crise da mobilidade urbana no Brasil. Em suma, cabe ao Ministério da Educação, junto às escolas-maiores responsáveis pela conscientização humana-, inserir na Base Nacional Comum Curricular, por meio de debate com engenheiros de tráfego, conteúdos que visem demonstrar as melhores alternativas para combater a falta de mobilidade urbana, para que a educação logística parta da educação básica. Dessa forma, o aumento populacional gerado pela Revolução Industrial deixará de causar um dos problemas do mundo contemporâneo.