A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 02/01/2021
O Presidente Juscelino Kubitschek - conhecido pelo seu lema: “50 anos em 5” - promoveu a construção e melhoria das rodovias no território nacional, bem como incentivou a instalação de grandes empresas automobilísticas no Brasil. Essa visão condiz com uma problemática muito presente na sociedade brasileira: a crescente crise na mobilidade urbana. Acerca disso, é indispensável destacar que isso é um reflexo do consumismo e a falta de infraestrutura para o uso de outros modais.
Em primeiro plano, pode-se salientar que o aumento do número de veículos nas ruas é um reflexo do consumo acelerado. Nesse contexto, o sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman afirma que o homem contemporâneo associa o ato de adquirir bens como essencial para a sua existência. Esse pensamento se manifesta no estabelecimento de uma cultura na qual o carro é um símbolo de ascensão social. Sob essa análise, é notório que essa concepção deve ser desestimulada, visto que contribui para o tráfego desenfreado.
Paralelo a isso, é destacável que há uma negligência do poder público na aplicação de verbas para melhorar os meios alternativos. Essa dinâmica está presente na estrutura precária dos transportes coletivos e na falta de ciclovias e ciclofaixas nas cidades brasileiras. Dessa forma, é evidente que se os setores públicos investirem na mobilidade urbana, o número de veículos individuais irá diminuir. Essa situação é perceptível pela pesquisa realizada pelo IBOPE, que mostra que o uso do carro caiu de 56% para 45% de 2014 para 2015.
Portanto, a crescente crise na mobilidade urbana brasileira deve ser mitigada. Assim, é imprescindível que o Ministério das Comunicações divulgue a importância da utilização de modais alternativos, por meio de publicações - ilustrativas - nas redes socias, a fim de diminuir a cultura do consumo. Ademais, o Ministério da Infraestrutura deve investir em meios mais sustentáveis, por intermédio de verbas públicas - destinada somente a isso -, com a finalidade de reduzir o número de carros nas ruas.