A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 06/01/2021

O Japão, país de destaque na infraestrutura asiática, construiu, recentemente, um novo trem-bala para a futura edição dos Jogos Olímpicos. Entretanto, no Brasil hodierno, a mobilidade urbana não tem essa evolução prensente no país oriental, pois apresenta empecilhos relacionados à segurança dos indivíduos e ao transporte público, os quais dificultam um tráfego tranquilo e seguro. Logo, urgem medidas realizadas pelos órgãos governamentais para reverter essa situação de desamparo no que tange à mobilidade urbana brasileira.

Decerto, medidas de segurança falhas fomentam a mortalidade e a alta taxa de acidentes no trânsito. A título de ilustração, tem-se o livro “A Hora da Estrala”, de Clarice Lispector, o qual mostra que a personagem Macabéa morreu em decorrência de um atropelamento. Fora da ficção, muitos indivíduos são, também, acometidos por tragédias no tráfego, as quais estão relacionadas, algumas vezes, à falta de faixas de pedestres e de ciclovias nas ruas e nas rodovias,contribuindo, de certa forma, com os atropelamentos. Isso ocasiona, em certos casos, o medo na população em se deslocar de formas alternativas, porque muitas pessoas correlacionam esses tipos de transporte aos acidentes. Dessarte, é premente que o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) modifique esse cenário .

Ademais, a oferta limitada de transportes públicos mitiga uma mobilidade urbana fluida. Nessa toada, tem-se os telejornais brasileiros, os quais noticiam diariamente em seus programas, como o “Jornal Nacional”, a superlotação dos ônibus em vários municípios da nação. Nesse sentido, observa-se que o pouco fornecimento de meios de locomoção públicos dificulta a mobilidade das pessoas. Isso motiva, bastantes vezes, na adquirição do transporte privado, o qual aumenta o número de automóveis nas estradas, gerando o engarrafamento, além de contribuir com a poluição atmosférica, com a liberação de gases do efeito estufa, e a poluição sonora, com as buzinas. Diante disso, é perceptível a necessidade de os prefeitos intervirem nesse entrave.

Destarte, percebe-se que os impasses dificultadores da mobilidade urbana devem ser combatidos. Para isso, cabe ao CONTRAN, em parceria com empresas privadas, por meio da construção de mais faixas de pedestres e de mais ciclovias, as quais abranjam uma maior parcela de municípios, oferecer uma mobilidade mais adequada à população, com o fito de dar maior segurança às pessoas e de mostrar que não precisa ter receio de utilizar meios de transporte alternativos. Outrossim, cabe aos prefeitos, junto às empresas locais, via contratos, ofertas mais transpotes públicos, como ônibus e metrôs, completos e com baixas tarifas, a fim de facilitar a locomoção das pessoas. Desse modo, a mobilidade urbana brasileira poderá melhorar e ficar próxima da japonesa.