A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/01/2021
A Constituição Federal de 1988— fruto da luta dos trabalhadores contra um regime ditatorial, e, por isso mesmo, conhecida como Constituição Cidadã— assegura o direito de ir e vir, bem como a segurança para todos os brasileiros. Entretanto, percebe-se que a legislação não é cumprida, uma vez que a crescente crise da mobilidade urbana no Brasil demonstra a precariedade das rodovias e pavimentos. Sendo assim, é necessário que o povo reivindique seus direitos, de forma a efetivá-los. Diante disso, dois fatores tornam-se relevantes para se compreender a problemática: primeiramente, a necessidade de maiores investimentos na área da infraestrutura das vias e estradas brasileiras; e, também, melhorias nas escolas de trânsitos do país.
Em primeiro lugar, é válido analisar a precária falta de verbas e a condição das vias do Brasil. Dessa maneira, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2018, o Brasil se encontrava com cerca de 209 milhões de habitantes. À vista disso, uma simples perspectiva com 1 terço da população tendo seu carro próprio, seriam, aproximadamente, 70 milhões de veículos nas rodovias brasileiras. Ademais, com os asfaltos cheios de buracos, sinalizações incorretas, falta de placas e fiscais, é inevitável uma crise na mobilidade urbana do país; a inexistência de pedágios, da mesma forma, demonstra o desinteresse do Estado para com as rodovias. Portanto, melhorar a infraestrutura das estradas e investir na mobilidade do Brasil é imprescindível por parte do governo.
Em segundo lugar, é oportuno examinar os benefícios de uma boa educação de trânsito para o povo. Com isso, cita-se o ex-líder político Nelson Mandela: " A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo “. Dessarte, as escolas de trânsito brasileiras, não demanda dos ensinamentos que o povo deve ter para circular nos centros urbanos. De modo a exemplificar, as infrações cometidas no dia a dia pelos brasileiros— alta velocidade, ultrapassagem proibida e não utilizar a seta— evidenciam uma inconsistente educação ao dirigir ou pilotar nas vias movimentadas, logo, um ensino melhorado sobre trânsito e prudência diminuiria a crise da mobilidade urbana no país.
Para tanto, são necessárias medidas precisas e detalhadas para se solucionar o empasse. Primordialmente, visando diminuir a crise da mobilidade urbana, cabe ao governo federal destinar maiores verbas para melhoras as vias de trânsito do Brasil; com a criação de pedágios solidários tal ação será possível. Outrossim, cabe ao Departamento Nacional de Trânsito, com o apoio de fiscais do DETRAN, incluir no ensino obrigatório das escolas de trânsito uma educação fundamental sobre segurança e circulação em meio urbano; esse feito auxiliará a diminuir a superlotação das vias. Enfim, diminuirá a crise da mobilidade no Brasil e a Constituição de 1988 será realmente efetivada.