A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 18/10/2022

A Constituição de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito ao bem-estar como essencial a todo cidadão brasileiro. Porém, a realidade tem se mostrado diferente, olhando para o lado da crescente crise da mobilidade urbana a persistência dessa problemática se deve principalmente à má atuação de Órgãos Governamentais e à precariedade dos transportes públicos.

Primeiramente, deve-se ressaltar a falta de medidas governamentais para combater essa crescente crise, como meios de comunicação que desestimulem a compra desenfreada por automóveis e estimule o uso de meios como bicicletas e transportes públicos. Segundo a pesquisa realizada pelo IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), de 2014 para 2015 houve uma queda de 28% no número de pessoas favoráveis ao uso de ciclovias .

Ademais, vale ressaltar a precariedade dos transportes públicos como um agravante na dificuldade de locomoção urbana, pois grande porcentagem da população se sente insegura em optar por esse meio de locomoção. Segundo o IBOPE, 83% dos indivíduos entrevistados deixariam de utilizar automóveis caso houvesse melhora significativa nos transportes públicos. Logo, é inaceitável que esse cenário continue a perdurar.

Conclui-se, portanto, a necessidade de se superar esses obstáculos. Para isso, o Governo Federal deve direcionar verba ao melhoramento significativo dos meios de locomoção públicos, tornando-os mais seguros e confortáveis para que a população sinta-se inclinada a utilizá-los e, em conjunto com meios de comunicação, como propagandas na televisão e mídias sociais, divulgar a impotância de repensar sobre o esgotamento mental que causa o trânsito excessivo, a fim de estimular o uso de veículos como bicicletas e ônibus públicos. Dessa forma, se dará a médio ou a longo prazo a resolução dessas problemáticas.