A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 12/01/2021
É inegável que, desde os anos 50, a cultura automobilística se expandiu no Brasil, sendo o carro o meio de transporte mais usado e comprado pelos brasileiros atualmente segundo o IBOPE. Tal fato, não é tão agradável quando se é analisado crise na mobilidade urbana, na qual a alta quantia de carros nas ruas e a falta de melhorias e criação de meios de transporte público e individual, acarreta a má qualidade do transporte urbano no país e malefícios aos indivíduos.
Em primeira análise, nota-se que desde o plano desenvolvimentista do ex-presidente Juscelino Kubitschek, o número de carros em circulação cresceu exponencialmente, algo que além do engarrafamento que gera estresse aos indivíduos, polui o meio-ambiente com gases do efeito estufa, segundo o Laboratório de Poluição da USP. Notoriamente, a crise da mobilidade afeta a qualidade de vida, pois a saúde dos cidadãos é altamente abalada por meio da degradação do ar, algo inadmissível em um país que preza por seus cidadãos.
Em segunda análise, a falta de melhorias nos transportes, agrava ainda mais essa crise, visto que encontra-se sem atenção governamental o avanço em modais ferroviários e em transporte coletivo, algo que posterga, também, o desenvolvimento de políticas públicas para meios de transporte menos poluentes. Mediante esses fatos, é incabível que o direito de locomoção previsto no artigo 5° da Constituição Federal não seja de gozado pelos indivíduos em razão da negligência dos representantes eleitos.
Diante os empecilhos expostos, evidencia-se, portanto, que para haver solução da crescente crise na mobilidade urbana brasileira, é necessária a intervenção dos Ministérios da Infraestrutura. A este órgão executivo, cabe a criação de políticas nacionais de melhoria da infraestrutura dos modais de transporte e a ampliação da frota de transporte público existente, por meio de verba e projetos repassados aos municípios pela união. Parcerias com empresas que oferecem o serviço de compartilhamento de transporte não poluente complementará está medida, pois será uma alternativa sustentável de resolução. Dessa forma, será possível diminuir a quantidade de carros em circulação para melhorar a qualidade de vida da população.