A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 14/01/2021

No governo de Juscelino Kubitschek, ocorreram inúmeros investimentos em diversos setores da economia, sobretudo no transporte. Tal iniciativa pretendia modernizar o país por meio da construção de rodovias - conhecido, como rodoviarismo. Entretanto, essa estratégia serviu como o preâmbulo da crise na mobilidade urbana brasileira, que é agravada pela falta de diversificação de modais de transporte, bem como pela precária infraestrutura do transporte público.

Nesse sentido, sabe-se que a falta de variedade dos meios de transporte afeta a mobilidade urbana, uma vez que centraliza a logística nas rodovias. Isso ocorre, pois, o governo não oferece políticas públicas que visem o desenvolvimento entre diferentes meios de transporte, tais como: a ferrovia e a hidrovia. Segundo dados do Ministério da Infraestrutura, foram construídos 75 mil quilômetros de rodovias, em contrapartida aos da ferrovia, 29 mil quilômetros. Tais dados refletem a problemática concentração de investimentos em um tipo de transporte.

Ademais, evidencia-se que a escassa infraestrutura do transporte coletivo se apresenta como entrave para a mobilidade urbana, já que muitos cidadãos optam por usar veículos em vez do transporte público. Com efeito, a existência da predileção pelo uso dos carros individuais são os altos preços das passagens e rapidez na viagem. Prova disso é a pesquisa realizada pela Associação Nacional de Transportes Urbanos, que mostra que das pessoas que deixaram de usar ônibus 36% destas passaram a usar carro. Assim, enquanto a preferência pelo uso do carro for a regra, os cidadãos estarão sujeitos a um trânsito caótico.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de dirimir a crise na mobilidade urbana brasileira. Para isso, o governo por intermédio do Ministério da Infraestrutura, deve desenvolver outros tipos de transporte por meio da restauração e construção de vias alternativas às rodovias, a fim de equilibrar os investimentos entres os diferentes tipos de modais de transporte. Dessa maneira, será possível amenizar  os efeitos colaterais deixados por JK.