A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 14/01/2021

Desde o início dos desdobramentos da Globalização no Brasil, em 1990, houve um grande impacto nas relações econômicas, comerciais e de transportes. Com a necessidade de alavancar as interligações nacionais e mundiais, o cenário brasileiro se transformou, visto que as inovações dos modais tornaram-se constantes, sendo advindas do aumento da demanda de veículos individuais para a locomoção dentro das cidades. A partir dessa situação, a mobilidade urbana do país passou a ser um problema, uma vez que há a falta de investimentos governamentais no setor público de transporte, além da intensificação do trânsito, o que traz como consequência, o aumento no número de acidentes e mortes.

A priori, a escassa ajuda estatal nos departamentos de modais coletivos é um impasse que causa o agravamento das questões sociais, na medida em que, ao não promover investimentos nos setores públicos, transforma o panorama da mobilidade urbana em caótico, desqualificado e sem infraestrutura. Segundo o Orçamento Geral da União (OGU), somente 0,01% do orçamento federal é depositado no transporte coletivo urbano, concluindo-se, assim, que devido à insatisfação de enorme parcela populacional com questionamentos acerca da falta de qualidade e estruturas dos modais, a baixa porcentagem agregada nos sistemas de transporte são insuficientes e precisam ser restauradas.

Ademais, com a grande demanda de automóveis individuais, há a crescente ocorrência de intensos tráfegos e acidentes, muitas vezes, com fatalidades. Consoante dados da Organização Pan- Americana de Saúde (OPAS), cerca de 1,35 milhão de pessoas morrem a cada ano em decorrência de acidentes de trânsito. Dessa forma, é possível perceber o quanto é essencial a adoção de medidas para minimizar tais acontecimentos dentro do sistema de mobilidade urbana, visto que eles proporcionam a criação de um cenário violento e inseguro na sociedade.

Portanto, medidas são essenciais para reverter o impasse apresentado. Faz-se necessário que o Ministério da Infraestrutura invista uma maior porcentangem de orçamento no setor de transporte público, por meio da retirada de uma parcela de capital advinda da Receita Federal, promovendo,assim, um aumento de qualidade e infraestrutura dos modais coletivos. Outrossim, o Departamento de Trânsito (DETRAN) deve fornecer uma maior fiscalização e o aumento do valor agregado às multas para atos de infrações, a fim de diminuir a ocorrência de acidentes e fatalidades. Com a implantação das medidas citadas, haverá a minimização da insatisfação popular, fornecendo uma maior segurança dentro da mobilidade urbana e ocorrendo a diminuição nas taxas de acidentes no país.