A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 30/01/2021

Durante o governo de Juscelino Kubitschek houve parceria com empresas automobilísticas estrangeiras, em que promoveu melhorias nas rodovias. Entretanto, esse incentivo desordenado resultou em uma crise na mobilidade urbana brasileira, isto é, aumento significativo no congestionamento e na poluição. Sendo assim, é notório que a falta de políticas públicas e organização, priva a população do seu direito de ir e vir.

Em primeiro plano, vale ressaltar que o fenômeno conhecido como êxodo rural, afetou a locomoção, já que promoveu superlotação nos centros urbanos. Nesse sentido, o efeito disso foi a população ser maior que a estrutura oferecida, o que gera diversas consequências como o estímulo do uso de veículos individuais que provoca engarrafamento, atraso de muitas pessoas e o impasse pela necessidade de ampliar locais de estacionamentos.

Outrossim, a migração pendular impulsionou o aumento de horas no trânsito atrelado ao número significativo de gases poluentes emitidos, em que o lançamento de gás carbônico na atmosfera afeta o efeito estufa, aquecimento global e a condição de existência dos seres da biosfera. Logo, a ausência de investimentos nos transportes públicos atinge a esfera ambiental e a saúde pública. Ademais, as taxas superiores de passagens de ônibus faz com que optem por uma mobilidade individual.

Em vista dos aspectos supracitados, considera-se necessário reformas para mudanças no atual panorama brasileiro. Portanto, cabe ao Ministério do Transporte em parceria com o Ministério da Infraestrutura realizar medidas que desestimule a compra de automóveis, como a adoção de tarifas justas nos transportes coletivos, além de aumentar as rotas de ônibus para evitar congestionamentos. Por fim, ONGs ambientais devem investir em ciclovias em todos os municípios para a diminuição de poluição nos polos movimentados.