A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 22/03/2021

A mobilidade urbana é a condição que permite o deslocamento de pessoas em uma cidade, com o objetivo de desenvolver atividades sociais e econômicas. A falha no transporte público e a falta de flexibilidade na jornada de trabalho, fazem com que as grandes cidades não tenham a mobilidade eficiente, trazendo prejuízos sociais e econômicos, prejuízos ambientas e atenuação da qualidade de vida.

Nesse contexto, Enrique Pelañosa, economista e urbanista, afirma que “um ônibus com cem passageiros tem direito a cem vezes mais espaços de via do que um carro com um”, melhorar o transporte urbano, promover o ciclismo e dificultar o uso do carro são estratégias encontradas para otimização da mobilidade urbana, o que leva a redução da poluição e ilhas de calor nos grandes centros.

Somado a isso, uma pesquisa feita pela Randstad, empresa de recursos humanos, aponta que 75% dos brasileiros trabalham em horário comercial. Como consequência são gerados congestionamentos nos grandes centros, nos horários de “pontas”, gerando atrasos, reduzindo a produtividade, além de estresse a ansiedade. Logo, a adoção de horários flexíveis leva a diminuição do fluxo de pessoas nesses horários, contribuindo para a qualidade de vida e para a economia.

Portanto, é necessário que o governo federal, estadual e municipal, criem parcerias para que sejam ampliadas as ciclovias, calçadas, linhas de ônibus e metrôs, criando um transporte urbano eficiente e moderno. Junto a isso, deve-se criar programas de incentivo a empresas privadas, quanto a flexibilização das jornadas de trabalho, para que sejam reduzidos o fluxo e o número de pessoas que utilizem os carros, assim, como consequência haverá qualidade de vida, diminuição da poluição, trazendo benefícios sociais e econômicos para o pais.