A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 29/03/2021
O `Plano de Metas´ desenvolvido no governo de Juscelino Kubstechek,foi um pograma de incentivo ao desenvolvimento em vários setores do país, dentre eles, o automobilístico e rodoviário. A cultura deixada por esse incentivo no corpo social brasileiro - a consquista do veículo pessoal como desejo e acompanhamento do desenvolvimento social - refletem os grandes problemas na mobilidade urbana vivida nos grandes centros urbanos brasileiros.
Primeiramente, o inchaço de veículos nas grandes cidades afirma o mal planejamento estatal, confirmado pelo plano de governo de Juscelino e posteriormente, com o governo de ex-presidente Lula, que incentivou a compra de veículos através de políticas de incentivo fiscais com a diminuição do IPI( imposto sobre produto industrializado) e facilitação de créditos para financiamentos. Tudo isso contribui para a perpetuação desse quadro deletério, sendo necessária uma mudança urgente na postura estatal.
Ademais, com o grande aumento da frota veicular veio acompanhando vários problemas socioambientais, como poluições sonôras e atmosféricas, engarrafamentos causando estresse nos motoristas refletindo na saúde desses, diminuindo sua qualidade de vida. Outrossim, a falta de investimentos em transportes coletivos de qualidades para atender a população de forma eficiênte contribuem para retardar a resolução desse empecilho.
Dessa forma, para melhoria da mobilidade urbana nas cidades brasileiras, os governos, em todas as esferas, devem direcionar verbas as Secretarias de Desenvolvimento Urbano, para investirem na melhoria de transporte público tornando uma opção viável à coletividade, desenvolver políticas públicas para desincentivar as conduções particulas - com cobranças de taxas para veículos particulares em regiões de grades problemas tráfegos -, induzindo a mudança de comportamentos e programas educativos nas escolas com disciplinas voltadas diretamente para conscientização da importância do transporte público.