A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 29/03/2021
Planejamento. Esse é o conceito aplicado na construção de Brasília. No entanto, esse termo não faz parte da elaboração de outras cidades brasileiras, que sofrem com a precariedade da mobilidade social. Com isso, é percetível a configuração de um problema, em virtude da ausência de planejamento e da séria decadência do transporte coletivo.
Convém ressaltar, inicialmente, que a falta de planejamento é um fator determinante para a persistência do problema. No romance “O Cortiço”, Aluísio Azevedo faz críticas às condições de vida dos moradores. Atualmente, mais de um século depois, suas críticas ainda seriam válidas, visto que diversas pessoas ainda vivem em favelas, morando em casas de difícil acesso; seja para pedestres, seja para motoristas.
Outro ponto relevante, nessa temática, são as condições precárias do transporte público. O personagem Jesus, da obra “O Auto da Compadecida”, afirma que as repartições públicas existem, mas não funcionam. É dessa forma que acontece entre o poder público e o transporte coletivo, que, por conta disso, não oferece o mínimo de conforto e segurança para a população. Isso faz com que a procura por transporte individual cresça, elevando assim os engarrafamentos e, consequentemente, dificultando a mobilidade nas cidades.
Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual ao problema. As prefeituras, no papel desempenhado pela secretaria de obras, deve trabalhar na expansão da mobilidade nas cidades, investindo em obras para o aumento das ruas. Cabe, também, ao governo estadual investir em melhorias para o transporte público, para que assim, sejam oferecidos tráfegos mais amplos e cidades com melhor mobilidade, assim como Brasília.