A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 04/04/2021

O Plano de Metas, desenvolvido no governo do presidente Juscelino Kubstechek, foi um programa de desenvolvimento em todos os setores do país, dentre eles, o rodoviário e automobilístico. Nesse sentido, a cultura deixada por esses programas no corpo socia brasileiro - o desejo da conquista do veículo particular como sinônimo de acompanhamento do crescimento social -, reflete diretamente nos problemas de mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras.

Primeiramente, o inchaço de veículos nas grandes cidades brasileiras, afirma o mau planejamento estatal, provocado tanto pelo governo de Juscelino, como também, no governo do ex-presidente LULA, que reduziu taxas de impostos como o IPI(Imposto sobre o produto  importado) incentivando o mercado automotivo, juntamente com liberação de créditos para financiamento. Tudo isso contribui para a perpetuação desse quadro deletério, visto que no senso de 2013 do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), relata que para cada um mil habitantes existem 226 carros, sendo necessário uma mudança nessa postura estatal.

Ademais, com o aumento da frota veícula e a falta de investimentos nos transportes públicos, associa-se vários problemas como, o aumento da poluição sonora e atmosférica, estresses em motoristas por enfrentarem horas de trânsitos caóticos, diminuindo a qualidade de vida desses, impactando diretamente à Saúde Pública. Outrossim, segundo o Ipea(Institudo de Pesquisa Econômica Aplicada), o sistema de ônibus e metrô, são a modalidade de transporte público predominante no Brasil, operando em cerca de 85% dos municípios, mas se mostra insuficiente.

Dessa forma, faz-se necessário uma mudança no sistema urbano brasileiro, para melhoria do mobilidade urbana no país. Os Estados, em todas as esferas, precisam direcionar verbas às Secretarias de Desenvolvimento Urbano, para que invistam em mais transportes públicos, sendo suficiente para população como uma opção viável, investir em mais ciclovias para uso de bicicletas, reduzindo uso de carros particulares e promovendo saúde, em consonância com programas de desincentivação à utilização desses, por meios de paquímetros, redução de locais de estacionamentos, reduzindo faixas de tráfeco com velocidades reduzida, assim coagindo para uma mudança de comportamento. Desenvolver programas nas escolas municipais e estaduais em parceria com orgãos de trânsito, para realizar palestras nesses ambientes, incentivando desde cedo uma concepção de resposabilidade com meio ambiente e conscientização do uso de transportes alternativos.