A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 03/04/2021

A partir de 1930, iniciou-se a industrialização brasileira que, aliada ao processo de urbanização das grandes cidades, provocou um contínuo êxodo rural, levando a maior concentração de pessoas em áreas urbanas. Todavia, a junção de tais fatores colaborou para o crescente agravamento de um problema que perdura até os dias atuais: a crise na mobilidade urbana. Desta forma, torna-se necessária a adoção de medidas que visem a melhoria da qualidade de vida da população, facilitando a circulação das pessoas e dos meios que estas usam para se locomover pelo espaço geográfico que ocupam.

Em primeira análise, o modo de vida e as formas de deslocamento adotadas pela maioria dos habitantes têm relação direta com o passado histórico do país, referente a introdução da industrialização em seu território. Durante o governo de Juscelino Kubistcheck houve a implantação da indústria automobilística brasilieira que abriu espaço para chamada ‘‘cultura do carro’’, esta por sua vez defendia a aquisição de automóveis como sinônimo de status social.  Por conseguinte, o surgimento de um novo padrão de vida e social acarretaram em reconfigurações na mobiliade urbana, de modo que suas alterações refletem ainda hoje na sociedade.

Ademais, a escolha que as pessoas fazem para se deslocar é um dos principais aspectos que agravam ainda mais o problema em questão. A esse respeito, o psicólogo Jacob Goldberg defende que o homem trata os espaços públicos como lugares a serem ocupados por quem chega primeiro. Logo, a preferência por veículos de transporte individuais, como carros e motos, resultam em engarrafamentos no trânsito, o que dificulta a locomoção populacional. Além disto, aqueles demandam maior consumo de combustivel e liberam enorme quantidade de CO2 na atmosfera, agravando problemas já existentes: o efeito estufa e o aquecimento global. Em suma, o conjunto dos fatos abordados diminui considerávelmente a qualidade de vida dos individuos e, se não houver conscientização e interrupção,  tende a crescer progressivamente rumo ao agravamento da crise.

Por fim, é impresindivel a elaboraçaõ de projetos com finalidade de conscientizar e alertar a populção a cerca dos fatores prejudiciais à organização urbana e ao meio ambiente, advindos do uso descontrolado dos carros, por exemplo. Estas medidas devem estar sob responsabilidade do Estatuto das Cidades, que poderá coloca-las em prática através de campanhas por meio de outdoors espalhados pelos centros urbanos e/ou via midias sociais.  A disseminação de informações sobre o problema terá papel fundamental no controle deste, atingindo o objetivo principal das medidas adotadas.