A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 24/04/2021

O `Dia Mundial Sem Carro´ criado na França em 1997, comemorado no dia 22 de setembro em todo o mundo, veio como um incentivo para estimular o uso de transportes alternativos como bicicletas, ônibus, metrô e combater a individualidade. Analogamente a esse contexto, no Brasil vive-se uma crise na mobilidade urbana nas grandes cidades, pela falta de planejamento adequado dos governos, como também pouco investimento em transportes públicos.

Primeiramente, programas de governos dos ex-presitentes, Juscelino Kubstechek com o ´Plano de Metas, voltado para o consumo de veículos automotivos como cultura de status social e acompanhamento do progesso, e do ex-presidente Lula, que incentivou o consumo na indústria automobilística através da redução de taxas como o IPI( Imposto sobre o porduto importado), causaram um grande inchaço de automóveis nas ruas, uma vez que são programas voltados apenas para o individual, sem políticas públicas para infraestrutura que absorvesse esse consumo. Dessa forma, faz-se mister de forma urgente uma mudança na postuta estatal, uma vez que segundo IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2013, existe cerca de 226 carros para cada um mil habitantes no Brasil.

Ademais, a falta de investimentos nos setores de transportes públicos como um meio viável e eficiente para atender o corpo social, agrava à crise da mobilidade urbana brasileira, pois  a sociedade acaba optando pelo transporte individual - enfrentando horas em trânsitos caóticos, diminuindo a qualidade de vida desses motoristas, aumentando a poluição do meio ambiente-. Outrossim, segundo Ipea(Instituto de pesquisa ecnômica aplicada) o sistema de ônibus e metrô são as modalidades de transportes predominante no Brasil, operando em cerca de 85% dos municípios. Ainda assim, a capacida de atendimento é insuficiente.

Portanto, são necessárias medidas para conter o avanço dessa problemática na sociedade brasileira. Com intuito de mitigar a crise na mobilidade nos centros das cidades, os Ministérios de infraestrutura das cidades, devem desenvolver políticas públicas de desincentivo ao transporte individual, através de criação de ciclovias, redução de faixas para carros, redução de vagas para estacionamentos para carros nos centros, em consonância com insvestimentos em melhores transporte públicos, assim induzindo a mudança de comportamento do corpo social. Em continuidade, o Ministério da Educação implementar disciplinas nas escolas voltada para conscientização do uso de transportes coletivos mudando a visão arraigada do carro como status social.