A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/05/2021
Foi a partir da Terceira Revolução Industrial, no século XX, com o aumento de indústrias e empregos para a população que se intensificou a quantidade de veículos de porte pessoal nas rodovias de muitas cidades e metrópoles. Na atualidade, a grande quantidade de automóveis nas ruas e estradas prejudica a vida de inúmeras pessoas, trazendo de forma negativa, várias dificuldades em chegar ao ponto de acesso. E por meio dessa realidade, a população sofre com os efeitos da falta de mobilidade, que são percebidas em diversas áreas e setores do cotidiano de cada individuo na sociedade.
Em primeiro plano, vale discutir que a pouca flexibilidade no trânsito e a alta quantidade de carros é resultado do mínimo incentivo que a população tem para frequentar os transportes públicos e utilizar meios mais funcionais - como bicicleta - para chegar em seus locais de destino. Mediante a isso, a falta de mobilidade causada por meio da significativa parcela de cidadãos que utiliza seu próprio veículo, é razão da facilidade e conforto que esse oferece, o que é desestimulada em um meio alternativo. Desse modo, os obstáculos no tráfego das metrópoles são propostos, parcialmente, pela busca de bem-estar e praticidade das pessoas, a qual não se encontra em transportes públicos e meios ativos, fato que proporciona o ato de os indivíduos preferirem seus própios automóveis e intensificando o número de transportes nas vias.
Somado a isso, é importante debater que a falta de mobilidade no trânsito, causada pelo demasiado número de veículos, resulta em consequências duradouras para a sociedade e para o meio ambiente. De acordo com o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) aproximadamente 72,6% das emissões do efeito estufa são causadas por automóveis, isso mostra que o ecossistema é prejudicado pelo trânsito e como seus impactos são perduráveis. Além disso, as pessoas acabam ficando mais estressadas e agitadas por conta da dificuldade de chegar a seu destino, já que com um fluxo maior de carros circulando, causará um tráfego mais demorado. Conclui-se dessa forma, que o excesso de meios de transporte particulares contribui, prejudicialmente, tanto para áreas sociais, quanto espaciais.
Portanto, é primordial diminuir a quantidade de veículos no trânsito das cidades e metrópoles. Por isso cabe ao Governo Federal promover melhores condições e mais conforto para os passageiros dos transportes públicos, assim como incentivar as pessoas de que é importante utilizar outros meios mais sustentáveis para se locomover, como bicicleta, ônibus e metrô. Dessa maneira, a dificuldade proposta pela mobilidade urbana e suas consequências serão enfrentadas de forma mais ativa. Só, então, haverá uma sociedade em que consegue se deslocar de maneira mais consciente, rápida e respeitando a natureza.