A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 05/05/2021

Durante a Segunda Revolução Industrial, no século XIX, houve a invenção de automóveis, um grande avanço no mundo. No entanto, no cenário contemporâneo, percebe-se uma crescente crise na mobilidade urbana  ligada à realidade do país, seja pela carente qualidade do transporte público, seja pelo intenso incentivo à compra de automóveis na sociedade. Com efeito, evidencia-se a necessidade dessa situação ser discutida.

Em primeira instância, é importante citar que a baixa qualidade dos serviços prestados pelas empresas de transportes públicos e a falta de infraestrutura são fatores que dificultam a escolha do meio de transporte por parte da população. Ademais, a falta de investimentos nesse setor contribui para a intensificação do tráfego nas ruas, haja vista que a preferência pelo transporte individual com base na falta de estrutura do coletivo.

Além dessa visão segregacionista, é de grande consideração ressaltar que o tempo gasto nos veículos automotores refletem no humor das pessoas e no seu rendimento diário. A respeito disso, é notório que a sociedade está mais desgastada psicológicamente e mais sedentária por conta das várias horas gastas em seus automóveis.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário pautar medidas a fim de modificar essa realidade. É fundamental, portanto, que representantes do executivo e legislativo trabalhem em conjunto, em prol da liberação de verbas para investimentos no setor, de modo que haja decência e eficácia no serviço oferecido ao cidadão. Além disso, é de suma importância a construção de ciclovias em toda a malha rodoviária deve ser iniciada, a partir de capital estatal e privado, com o objetivo de criar outra opção de transporte acessível. Com essas ações espera-se que haja uma flexibilização na malha rodoviária do país.