A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 05/05/2021

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a saúde e ao bem-estar social. Entretanto, a crise enfrentada com relação à mobilidade urbana impossibilita que uma parcela da população brasileira desfrute de seus direitos na prática. Isso ocorre, principalmente, devido à uma infraestrutura precária das vias públicas, e a uma falta de incentivo ao uso de transportes coletivos, cenário que exige mudanças.

Em primeiro plano, é necessário ressaltar que as cidades brasileiras, especialmente os grandes centros, não possuem uma estrutura que possibilite a utilização de transportes alternativos. Em diversos locais, existem ciclovias e ciclofaixas mas sua utilização não é grande como o esperado, por não proporcionarem segurança para seus usuários. Segundo dados da revista Exame, o percentual de pessoas desfavoráveis aos uso de ciclovias aumentou em 28% de 2014 para 2015, mostrando que mesmo com uma redução da utilização de automóveis nesse mesmo período, boa parte dessas pessoas não viram boas condições para o uso desse meio alternativo.

Em segundo lugar, é preciso evidenciar o sucateamento dos transportes públicos, o que não traz um incentivo à sociedade quanto ao seu uso já que os cidadãos não possuem a certeza quanto aos horários. Por mais que um grande quantitativo populacional ainda utilize esses meios públicos, é evidente que, por muitas vezes, não é oferecido um serviço de qualidade, tanto em relação aos próprios meios (ônibus, metrôs), quanto às informações acerca de suas rotas e escalas. A utilização de aplicativos como o Clicabus fornece aos passageios mais dados acerca do itinerário referente a esse meio de transporte.

Portanto, vê-se necessária a intervenção estatal para melhorar os aspectos relativos à mobilidade urbana brasileira. Dessa forma, cabe ao governo de cada cidade, aprimorar o setor de locomobilidade, por meio investimentos maiores nessa área, como a implementação de mais espaços propícios para transportes alternativos e disponibilização dos quadros de horários e rotas dos ônibus e metrôs, não só via internet como também nos pontos e estações, a fim de melhorar a qualidade desses meios populares. Assim, a população brasileira em sua maioria, poderá usufruir de seus direitos.