A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 08/05/2021
A Constituição Federal, de 1988, prevê o meio ambiente ecologicamente equibilibrado como dever do Estado e direito de todos. No entanto, na circunstância atual, observa-se exatamente o contrário, quanto à questão da crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de consciência ambietal e do descaso governamental.
Em primeiro lugar, cabe abordar a ausência de consciência quanto ao cenário das grandes metrópoles. Segundo Paul Watson, diretor da fundação Greenpeace, “Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”. Nesse sentido, rompe-se com tal lógica ao verificar-se que, hoje, a população brasileira não possui o conhecimento para viver em equilíbrio com o ambiente urbano. Isso ocorre porque a sociedade, caracterizada pelo egoísmo e pela submissão às ações do governo, desconhece os modos de preservar o meio ambiente, sobretudo com o uso dos meios de transportes públicos, que são extremamente negligênciados pelo Estado e ignorados pelo povo. Por conseguinte, as pessoas contribuirão cada vez mais para a destruição ambiental e, ainda, não exigirão seus direitos aos representantes.
Ademais, outro fator a salientar é o descaso do Governo no que tange à mobilidade urbana brasileira. De acordo com Aristóteles, filósofo grego, a política tem como função preservar a amizade de indivíduos de uma sociedade. Percebe-se, em grande parte das cidades brasileiras, que o Estado não investe em seus transportes públicos, visto que, apesar da crescente crise na mobilidade urbana brasileira, os veículos são desconfortáveis e precários da mesma maneira que as ciclovias são escassas. Sendo assim, o Estado, que deveria promover o bem-estar da população, ignora ações que poderiam, potencialmente, melhorar os transportes brasileiros e, consequentemente, minimizar a crise na mobilidade urbana.
É indispensável, portanto, intervenções suficientemente efetivas para combater a crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente, com o apoio do Governo Federal, deve criar uma campanha nas redes sociais, por meio de dados sobre o ambiente brasileiro e sobre a importância de mudar hábitos ruins para a Terra, a fim de reverter a falta de consciência ambiental. Nessa ação, seriam pertinentes novos investimentos governamentais e municipais nos transportes públicos e nas ciclovias. Assim, possivelmente, a Constituição Federal será respeitada.