A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 05/05/2021

Após a Segunda Guerra Mundial, o processo de urbanização no Brasil começou a crescer de forma descontrolada e acarretou problemas que são mais perspectiveis na atualidade. A construção de rodovias e estradas foi sendo construídas à medida que foram sendo necessárias, sem haver um plano arquiteto por trás. Graças a isso, hoje meios de transporte que causam menos impacto ambiental, como a bicicleta e o transporte público, perderam sua oportunidade de espaço para condução, agravando em uma caótica desorganização nas estradas do Brasil.

De acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o volume de carros, caminhões e ônibus que circularam no Brasil, no ano de 2017, chegou a 43.371 milhões. Isso revela que a grande maioria dos brasileiros tem preferência por transporte pessoal, como carros e motos, ao contrário de utilizar ônibus e bicicletas, os quais causam baixo impacto ambiental. Muitos não querem renunciar seu conforto e passar a enfrentar ônibus lotados ou ciclovias desorganizadas, mas tal posicionamento deve ser menos visto nas pessoas, visto que a forma com que é hoje causa um forte impacto negativo no Meio Ambiente.

Segundo levantamento feito pelo G1, poucas são as cidades brasileiras que investem em ciclovias no Brasil. Elas são mais perspectiveis nas capitais e metrópoles, onde há muitos habitantes. Cidades médias e pequenas raramente as apresentam, o que desestimula aqueles que têm intenção de utilizar bicicletas como forma de condução. A falta de organização e de preços justos nas frotas de ônibus do país é outro fator que impede que muitos possam aderir a este método de transporte. Frequentemente há ajustes nos preços das passagens de ônibus e nunca são a favor da população, que em sua maioria tem pouco poder aquisitivo e tem muitos gastos com transportes públicos.

Em virtude dos fatos mencionados e da crescente crise na mobilidade brasileira, cabe ao governo, na figura de Ministério da Infraestrutura, investir em ciclovias por todo o país, para elas poderem ser oferecidas de forma organizada e para todos. Além disso, devem-se ter reajustes nos valores de passagens de ônibus para atender o poder aquisitivo de toda a população, visto que muitos não têm condições de financiar passagens diariamente. Na figura de Ministério da Comunicação, cabe ao governo investir em propagandas televisivas e campanhas pelas ruas que apresentem para a população o quão agressivo é para o Meio Ambiente a quantidade de CO₂ que é liberada pela frota de carros no Brasil e no mundo, incentivando o uso de transportes públicos e bicicletas. Assim, poderemos reduzir a quantidade de carros nas ruas e o impacto ambiental que causara. consequentemente freando a crise na mobilidade urbana no país.