A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 09/05/2021

Segundo a História, durante o período Plano de Metas, criado por JK, o Brasil passou por uma fase de modernização caracterizada por uma abertura econômica, viabilizando, assim, a entrada de empresas multinacionais automobilísticas. Sob esse viés, observa-se que tal modelo iniciou um aumento da mobilidade urbana que, posteriormente, com a inadimplência do Estado em dar uma boa qualidade dos transportes públicos acarretará em uma crise da locomobilidade de transportes terrestres. Nesse ínterim, tornam-se necessárias medidas cabíveis.

Primordialmente, é importante destacar que a má segurança e conforto disponibilizados nos transportes públicos, apesar de serem uma opção de menores impactos ambientais e ocupacionais nas estradas, se configuram como uma problemática a ser enfrentada. A faixa exclusiva para ônibus é um recurso que tem por objetivo de flexibilizar a transição desses veículos no trânsito, entretanto trechos e cidades não dispõem dessa opção, o que confere mais problemas de mobilidade. Segundo um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, 83% dos entrevistados usariam os ônibus municipais se estes atendessem suas expectativas. Nesse sentido, é notória o contraste que se faz entre qualidade e necessidade.

Ademais, com a adesão do modelo produtivo Toyotismo na década de 70, as compras de automóveis cresceram significativamente, associados ao sistema de obsolescência programada e variação dos produtos, induzindo o cidadão a adquirir novos veículos em um espaço de tempo inferior. Consequente a isso, a quantidade de carros presentes nas rodovias, em especial em horários de pico, tendem a crescer exponencialmente, haja visto que, o número de faixas para veículos alternativos como bicicleta não são uma realidade em todas as cidades brasileiras, aliada a vida agitada e corrida das metrópoles que dificulta a aquisição de outros meios de mobilidade.

Portanto, é indubitável a crise na mobilidade urbana e seus impasses. Destarte, cabe ao Governo Federal em conjuntura com as Prefeituras Municipais através da Politica Nacional de Mobilidade Urbana promover o aumento da frota de transporte público nos centros urbanos bem como a garantia de sua qualidade. Outrossim, é necessária a construção de faixas exclusivas para ônibus em todas as metrópoles, assim como ciclovias e atuação da mídia propagandeando sobre a obtenção de hábitos que favoreçam o melhor fluxo nas rodovias. Assim, a sociedade idealizada por More se torna mais próxima e possível.