A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/05/2021
A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito de ir e vir. Entretanto na prática tal garantia é deturpada, visto que a crise na mobilidade urbana, muitas vezes, impede que as pessoas que possam se locomover de acordo com suas necessidades. Esse cenário nefasto ocorre pela precariedade de ações estatais que acarreta uma série de problemáticas das estradas. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.
A priori, nota-se que a negligência governamental é uma das causas da questão. Segundo a jornalista Mônicka Christi, a negligência governamental para com o povo na observância e cumprimento de sua obrigação quanto aos direitos do cidadão é uma afronta desrespeitosa a lei e justiça. Nessa lógica, em se tratando de diversas matérias, mas, principalmente, no que tange aos problemas encontrados no trafego dos meios urbanos, percebe-se um total despreparo e inércia por parte do Estado. No sentido de que não há nenhum tipo de educação e preparação social em relação à questão, ocasionando diversas consequências da qual o próprio Estado não demonstra competência para solucionar. Sendo assim, é inaceitável que um país que detém uma das maiores taxas de impostos do mundo, não tenha planos e meios de erradicar o revés.
Atrelado a esse contexto, é relevante destacar as consequências da ineficiência do governo. Segundo Abraham Lincoln, ícone político americano, a política existe para servir ao povo e não o contrário. Com efeito, em relação à mobilidade urbana sustentável, o que se percebe é justamente a ideia oposta à que Lincoln defendeu, pois não há um conjunto eficiente de ações, planos e metas públicas voltadas para a resolução da questão. Estradas, ruas e avenidas mal planejadas, por exemplo, podem gerar engarrafamentos, que ajudam a aumentar a concentração de pontos de transito onde há, além da demora exacerbada, diversos acidentes que podem levar a até mesmo mortes.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para que o entrave discorrido seja coibido. Para tanto, cabe ao Estado, a partir da atuação do Ministério da Infraestrutura, investir na disponibilização de mais transportes públicos de qualidade, no melhoramento das vias de tráfego desses transportes e na construção de ciclovias. A ideia é que, por meio de parcerias com empresas privadas capacitadas, esses serviços sejam mantidos com qualidade e eficiência a fim de que a população possa usufruir de seus direitos e assim contribuir para uma melhora no sistema de deslocamento das áreas urbanas. Dessa forma, notar-se-á uma melhora gradativa da questão em discussão.