A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 08/05/2021
Ao analisar o historico da sociedade, verifica-se que a mobilidade urbana não é uma temática contemporânea. Afinal, o Império Romano foi pioneiro ainda no ano de 475 d.c na abertura de 350.000km de estradas, grande parte pavimentada, que ligavam todo o continente europeu. Contudo, com o aumento da população e o número de veículos particulares em circulação hodiernamente no Brasil, muito se debate sobre a integração dos meios de locomoção, bem como a ineficiência das estradas em comportar o tranporte urbano cotidianamente.
Dentre os inumeros motivos que levaram o aumento de congestionamentos e acidentes de trânsito, é incontestável a ineficiência no que tange ao tamanho das autopistas para abrigarem os veículos. Estudos realizados pela Secretaria de Estado de Saneameto, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb) revelam um aumento de 65% de carros e 114% de motocicletas apenas nos anos de 2005 a 2010 no estado do Espirito Santo e que a construção de novas estradas foram quase inesistentes.
Há ainda, a necessidade de implantação e integraçao dos meios de locomoção nas grandes cidades brasileiras, a fim de diminuir os trânsito nas ruas, baratear os gastos com a mobilidade e oferecer aos cidadãos mais opções de transportes. Dentre estas opções, encontram-se os metrôs e monotrilhos, capazes de transportar 400 mil e 1,2 milhão de passageiros por dia, respectivamente, de acordo com a Associação de Nacional de Transporte público, incrementação de BRTs (Bus Rapid Transit), e autoestradas exclusivas para o deslocamento de ônibus, que reduziriam os engarrafamentos, o tempo de viagem diária e, consequentemente, os gastos com passagens e combustíveis.
Dessarte, para que a crise na mobilidade urbana brasileira seja sanada faz-se necessária a adoção de medidas pelos governos federal e estaduais. Primeiramente, para que o fluxo massivo de veiculos nas vias seja minimizado, é imprescindível a pavimentação de novas estradas que liguem os centros urbanos aos bairros e periferias, além de sua adapção para implantação de ciclofaixas e construção de BRTs. Segundamente, para que a integração dos meios de locomoção seja realizada com louvor, faz- se preciso a instauração de VLTs (Veículos Leves Sobre Trilhos) para auxiliar no transporte de passageiros e desafogar os transportes públicos, que não comportam mais a demanda populacional, além da Integração Tarifária e Temporal de passagens, permitindo que o indivíduo utilize o mesmo cartão pra ingressar em diferentes meios de transportes, tributando apenas uma passagem por tempo determinado, como bilhetes únicos.