A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 10/05/2021

No livro “cidades para pessoas” de Jan Gehl a autora aborda profundamente sobre a valorização dos espaços públicos e acessibilidade a áreas e transportes urbanos. Fora da Ficção, O brasil se encontra constante em relação a crise na mobilidade urbana existente, ligada profundamente a realidade do país, decorrente a carência na qualidade do transporte público e o incentivo intenso a compra de automóveis visando uma sociedade capitalista.

Em primeiro plano, vale salientar que a falta de segurança e desconforto nos transportes públicos, eles representam uma problemática atual mesmo diante de ofertar menores impactos ambientas e não ocuparem muito espaço na estrada. Um dos recursos que tem como objetivo tornar mais flexível a movimentação dos transportes públicos é a faixa exclusiva de ônibus, porém é configurada como um problema atualmente enfrentado. Segundo um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, 83% dos entrevistados usariam os ônibus municipais se estes atendessem suas expectativas. Sendo assim, é notório a divergência que existe entre a qualidade e a necessidade.

Em segunda instancia, vale salientar que como mostrado no documentário “vidas entregues” a forma de trabalho aparece como se fosse um paraíso, onde o trabalhador ganha uma renda maior e trabalha no tempo que quiser se aparentando com um acontecimento histórico chamado escravidão, onde a jornada de trabalha aumentou e a remuneração diminuiu. Além disso, essa situação tem desencadeado inúmeros acidentes de trânsito visto que os motoristas ficam ansiosos para realizar mais trabalho e receber uma renda maior do que a oferecida pelo trabalho de taxista, por exemplo.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver a problemática da “crescente crise da mobilidade urbana brasileira”. Assim cabe ao governo elaborar leis que possam proteger os indivíduos nesse tipo de serviço onde também determinem um tempo estimado no qual a pessoa ficara ativa no aplicativo, que após um certo número de serviços realizados a pessoa receba pelo menos um salário-mínimo, como também é necessário que o próprio governo ou o aplicativo determine quem ficara responsável pelo trabalhador caso o mesmo se envolva ou sofra um acidente.